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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Síndrome de Burnout

O que não é possível ver concretamente, facilmente o cérebro pode ignorar, discriminar, criar um pré-conceito. Ou seja, o cérebro pode facilmente recorrer a alguma defesa quanto ao que não consegue visualizar, compreender. Faz parte da vida!

Em se tratando de conflitos psicoemocionais, em que realmente não é possível para quem está sentindo a complexidade dentro de si materializá-la para que possa ser visualizado e compreendido, a coisa pode ganhar uma complicação gigante e até mesmo, em vários casos, surgir questões desnecessárias. As questões desnecessárias podem surgir porque para muitos conflitos psicoemocionais da turbulenta atualidade existem soluções, apesar do momento complexo fazer parecer que não. Então, basta cuidar previamente, devidamente, ter um pouco de paciência, que a questão, mesmo complexa, vai solucionar.  

Pois bem: como aqui vamos refletir sobre a Síndrome do Burnout (um conflito psicoemocional de nível gravíssimo), podemos iniciar perguntando: Quem é o Burnout? O Burnout recebeu o seu nome em inglês. Podemos observar que “burn” significa queimar e “out” significa terminar. Dessa forma, o Burnout é uma coisa dentro da criatura humana que consegue “terminar de queimar”, ou “queimar tudo”. Aí vem outra curiosidade: O que o Burnout, traduzido para o português, termina de queimar? Bem, simplesmente, o Burnout não deixa absolutamente nada para a pessoa poder se autoajudar. É queima total!

O que é encontrado na clínica em relação ao Burnout? Inicialmente, em relação a minha experiência profissional, fica em evidência que o Burnout está relacionado ao trabalho que a pessoa realiza o qual parece ser tido como um encontro com o “amor perfeito”, e é um grande vilão contra pessoas fortes. Sabe aquela pessoa que comumente é considerada por todos como sendo forte? Pois é: O Burnout compromete o tipo de pessoa que geralmente o primeiro adjetivo que lhes é dado é de serem fortes. Agora, como pode existir uma coisa que consegue comprometer seriamente, ou no seu ápice derrubar literalmente, uma pessoa forte?

O Burnout é complexo! É silencioso! O seu processo ocorre de forma escalonada, com etapas de desenvolvimentos, com forças diferentes. Isso pode ocorrer ao longo dos anos, ou de alguns anos dependendo da pessoa. A pessoa passa por estafas, estresses, ansiedades, fica sob cansaço contínuo (fadiga), o cansaço sempre está presente de alguma forma. A pessoa passa por processos depressivos sem paralisar. Ou seja, questões que lhe são intimamente delicadas, conflituosas, não as paralisa, não as afasta do trabalho - do seu “amor perfeito”. As pessoas consideradas fortes revelam a qualidade de resistirem, resistirem, resistirem, a tudo de complicadinho que existe e aparece em suas vidas. Ao longo do caminho, essas pessoas não param e nem são paradas, pois existe nelas uma obrigação de continuar, continuar, continuar e, óbvio, mantendo sempre a cobrança de perfeição para viver com o seu “amor perfeito”: o trabalho.

Como o Burnout parece atuar nessas pessoas? A impressão é que o Burnout vai sugando, minando, esgotando... absolutamente tudo que encontra como energia dentro da pessoa. Parece ocorrer um processo de implosão “dentro da pessoa”; ela vai se estourando por dentro. O peso emocional disso é insuportável! Eis que surge um fenômeno terrível.  A pessoa parece entrar dentro de uma bolha que produz um desligamento afetivo. Ou seja, ocorre um embotamento afetivo. Ela sabe que ama pessoas, que gosta de pessoas, que admira pessoas, que tem pessoas que lhe são importantes, mas não consegue alcançar mais o desejo para estar com tais pessoas, para viver uma rotina com tais pessoas. Isso faz com que ela passe a se cobrar mais ainda, pois tem a consciência de que possui sentimentos, mas não consegue sentir, não consegue se unir ao outro. O desligamento do afetivo, o rompimento com vínculos afetivos, fazendo com que a pessoa não consiga ser mais sensível a nada, a ninguém, parece surgir como um “mecanismo de defesa”. Isso pelo motivo de que se a pessoa sentir ela pode estourar, ela pode explodir. Após suportar muita coisa difícil ao longo do caminho, sempre salvaguardando o seu “amor perfeito”: o trabalho, eis que o Burnout (como Dalila conseguiu fazer com Sansão) consegue lhe tirar também a força pra trabalhar. Queima a sua última energia.  Pois é: ao longo do caminho, a pessoa vai suportando tudo: estafas, estresses, cansaços (fadigas), tristezas, insônias, ansiedades, frustrações, pânicos, até ruir completamente por conta da maldita exaustão em um nível descomunal para ser suportada por uma criatura humana. A pessoa vai se desligando afetivamente de tudo: família, amizades, lazeres, até que o Burnout a obriga também a parar o que lutou exaustivamente para manter: o trabalho.

O Burnout, com o seu terrível poder de “terminar de queimar”, impõe a paralisação. Eu, particularmente, pela questão do Burnout conseguir derrubar pessoas incomuns, fortes, inteligentíssimas, acabo materializando-o, para facilitar bem a compreensão, na revelação da história em que Dalila conseguiu o grande feito de paralisar a privilegiadíssima potência em Sansão. Só que as pessoas que o Burnout consegue comprometer: incomuns, fortes, inteligentíssimas, não perdem a sua essência, a sua potência, as suas qualidades. Um descanso correto, um tratamento bom e eficaz, recupera o que a pessoa necessita para retornar para a sua experiência de vida potencialmente ativa.

Eu escolhi escrever sobre o Burnout de uma forma “simples”, apesar desse conflito psicoemocional possuir complexidades, pela questão da importância de considerarmos que a experiência de vida sob a “sociedade moderna”, sob a “sociedade da aparência”, pode comprometer o valor de virtudes necessárias: compreensão, respeito, confiança, aceitação das realidades da vida, privilégio também da verdade objetiva. A consideração em relação ao valor das virtudes tende a colaborar bastante contra o risco de se fazer interpretações equivocadas através da ignorância, do descaso, do pré-conceito, da discriminação, da alucinação, de lançar a experiência de vida apenas sob a verdade subjetiva, ou seja, se não sente a coisa, se não está vendo a coisa materializada, não acredita que ela realmente existe. Isso promove a desconfiança, o medo, entre outros sentimentos complicadíssimos de elaborar que podem facilmente gerar prejuízos e/ou perdas desnecessárias.

Por fim, é muito importante também o cuidado de não fazer uma salada de frutas de tudo que existe olhando apenas para a mistura como se essa fosse uma coisa só. Conflitos psicoemocionais e transtornos mentais possuem realidades diferentes, como conflitos psicoemocionais possuem realidades diferentes, como transtornos mentais possuem realidades diferentes. É necessário identificar e conhecer o que, de fato, está comprometendo o psiquismo da criatura humana que é única, para realizar um tratamento correto e obter um resultado eficaz. Pois, é possível solucionar também conflitos psicoemocionais, recuperar a normalidade da vida, entre eles, ainda bem, até o Burnout é possível resolver, afinal de contas, a ciência nos contempla com o seu excelente caráter de conhecimentos objetivos. ;)

Sandra Valeriote - psicanalista

*O tratamento do Burnout, necessariamente, precisa da avaliação e do acompanhamento de um médico psiquiatra. 


sexta-feira, 27 de março de 2020

O coronavírus na cultura brasileira do 8 ou 80 *-* Pequena reflexão, contribuição

Há uns bons anos atrás, eu, perante o meu próprio radicalismo tido por virtude (como é próprio dos imaturos), escutei de um professor, já idoso e por isso experiente, a seguinte frase: “Oito ou oitenta é bobagem! O ideal é o quarenta”. 
Tenho seguido com grande interesse e perplexidade a polarização da classe política neste momento tão crítico do Brasil, polarização esta que se vai estendendo, tal como uma doença louca (para não dizer burra) pelos grupos de whatsapp e toda a sociedade brasileira. Bem, a situação já está aí: a politização da pandemia por essa nossa classe política sórdida, pervertida, oportunista. Ora, não há uma situação sequer, que eles não aproveitem para o lobby pessoal e a guerra eleitoral e a fama interesseiras, enquanto a maioria dos brasileiros se tornam marionetes inconscientes neste cenário grotesco, “jurando por Deus” que estão sóbrios e conscientes do que se passa nos bastidores do poder. 
Vamos ao “oitenta”? “Tranquemos TODA a população em casa! Paremos tudo!” Já se diz que o auge da pandemia no Brasil será entre abril e maio. Bem, temos ainda, se formos felizes, longos 2 meses pela frente! Tudo parado: meus irmãos, meus primos, minha empresa, meus negócios, aquele vizinho dono do restaurante da esquina, aquela loja de roupa, aquela indústria... Ah! E por aí vai. É isso que se deve fazer: proteger a vida agora. Bela intenção. De verdade! Quem ousaria ir contra isso? Ora, o valor da vida é inestimável. No entanto, há outras coisas a serem analisadas. Pergunto: e depois de mais dois ou três meses com um país parado? Como será? Caos na economia? Com o que os pequenos e micro empresários pagarão seus funcionários? Venderão sua casa própria? Ou o governo arcará com tudo? Como? Se ele pegou um país falido, pois foi roubado até a última gota do “leite materno” de suas tetas farturentas? Como o país, essa máquina imensa, vai girar? Bem, é claro que a culpa será do presidente, porque ele não foi capaz de gerir a situação da pandemia, ainda que o Brasil esteja nadando em dinheiro. Estou sendo irônica, é claro! Talvez você diga: “Não estou nem aí para quem vai falir, pois isso não tem nada a ver comigo”. Verdade? Você é parte de um todo.
Agora, vamos ao “oito”? “Voltemos ao trabalho e deixemos que cada pessoa adquira imunidade ao vírus, pois com o tempo, quando cerca de 60 ou 70% da população já tiver pego a doença, isso passa”. Talvez você diga: “Não estou nem aí para quem morre”. Verdade? Você é parte de um todo.
Só um imbecil não percebeu que o presidente – ainda que fale de modo radical, como lhe é próprio – não disse isso nem aquilo, nem oito nem oitenta. Ele disse para protegermos TODOS aqueles que fazem parte do grupo de risco. Mas, fica o problema da “gripezinha”. O engraçado é que tenho uma amiga que foi diagnosticada, no Eisntein, como portadora do Corona vírus. Caso confirmado, ela ficou em casa, em quarentena, o que deve ser feito. Só teve um pouco de dor no corpo e leve tosse. Passou em 3 dias. Mas, não podemos chamar isso de “gripezinha”. Ou melhor, podemos. Só o presidente que não, pois ele está minimizando a pandemia. 
Corremos sérios riscos: disso tudo se espalhar, de crescer os casos da doença, de mais pessoas morrerem. Então, quarentena! Por quantas semanas forem necessárias. Depois a gente dá um jeito nos milhares de empresários falidos, nos milhões de desempregados, nos milhões que ficarão na miséria, dos inúmeros depressivos, nos vandalismos nos supermercados e lojas, no aumento horripilante de assaltos e roubos, certamente com assassinatos. Mas, tudo bem! O brasileiro já se acostumou às centenas de assassinatos semanais. Nem ligamos quando isso vira estatística. 
Temos a turma do oito: “Tudo fechado? Bolsonaro irá quebrar o Brasil!”. Temos a turma do oitenta: “Tudo aberto? Bolsonaro irá matar o Brasil!”. E ele não disse nem isso nem aquilo. Mas, nossas tvs, particularmente aquela que defende “levar ao público um jornalismo que preza pela verdade” – uma ova! – espalha suas ideologias baratas, pois teve ela mesma de soltar uma das maiores tetas onde mamou por anos.
 A complexidade da situação evoca inúmeros pontos de vistas diferentes, o pandêmico e o econômico, e aí está o grande problema: não fragmentar a realidade, não picotá-la, não rachá-la pelo radicalismo irrefletido, pois é no presente que semeamos o futuro: todo o futuro, não apenas parte dele. Como será esse futuro? Retomo a fala do meu antigo professor: “Oito ou oitenta é bobagem! O ideal é o quarenta”. Para que haja o 40, é necessário ter a capacidade de sentar e dialogar, a classe científica e a equipe econômica, os profissionais da saúde e os da economia. Mas, como? Se a nossa classe política é a eterna interesseira, oportunista, egoísta? Será que não temos inteligência suficiente para chegarmos ao ponto de equilíbrio, o quarenta? Penso que sim. Não sei os interesses escusos e obscuros permitem essa luz do diálogo inteligente.
Para encerrar, afirmando que eu nunca fui fanática por política e partidarismos, mas consigo não me esquecer da lava jato mesmo em meio ao Corona Vírus, dirijo-me ao Sr. Presidente da República: “Caro Sr. Presidente, seja corajoso e não se decepcione alimentando ilusões, mas se prepare para os ataques das mentes fragmentadas. Se houver muitas mortes, a culpa será sua. Se houver crise econômica como nunca antes vista, a culpa também será sua. Não se importe, e continue o seu trabalho, em consciência. Afinal de contas, a classe política ajudou, e muito, ao longo de muitos anos, a formar uma sociedade brasileira esquizofrênica – ou seja, dividida – sempre imatura entre o oito ou o oitenta.
Sandra Valeriote

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Epidemia de gênios?

Algum tempo atrás, uma velha conhecida afirmou diante de mim que todos estão sofrendo de estresse e ansiedade. Bem, eu posso até passar por estresse e ansiedade devido a algum episódio (coisa que vem e passa), quanto a sofrer é outra coisa. Definitivamente, não é o meu caso! Eis que no momento, sem que estivesse com algum episódio de estresse e ansiedade em mente para mencionar, perguntei se podia estar com preocupação devido ao fato de acompanhar os conflitos na política.  Imediatamente, ela afirmou ser normal, afinal de contas, a política tem entrado na casa de todos por conta da internet. A partir da segunda afirmação, percebi que não estava diante dela como outra pessoa. A impressão é que devia ser uma coisa para assistir o seu conhecimento sobre tudo: inclusive sobre mim. Pois bem! Comigo não existe o acompanhar a política porque a internet colocou ela dentro das casas. A minha própria memória política iniciou assistindo pela TV o Tancredo Neves discursando em palanque - lembro até da esposa dele ao lado (eu tinha 12 anos). E nunca deixei de acompanhar a política (Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, etc.), fosse pela TV, comprando revistas. Um ano antes da eleição entre Lula x Serra, eu já sabia que ia votar no Serra, no entanto, era evidente que seria o Lula quem venceria pela quantidade expressiva de políticos eleitos do PT somados aos que fariam aliança. Nesse período já tinha internet, então era fácil contar o número de deputados estaduais, federais, por partido.  Fiz cursinho de marketing político só para saber sobre manipulação. Pois, não havia outra palavra, que não a manipulação, para explicar a mudança do Lula que disputou eleições antes com discurso sindicalista, irado, para o Lulinha que surgiu como paz e amor todo bem vestidinho. Além, todas às vezes que tive oportunidade de escutar pessoas cujas memórias iniciaram bem antes da minha, não perdia uma palavra do que me era dito.

Eis a questão: Será que atualmente pode estar ocorrendo uma epidemia de gênios? Pois é! Talvez, com bases em informações do Google, das mais variadas formas de terapias, de discursos legalizados, muitos possam estar interpretando o conhecimento objetivo como realidade subjetiva. A questão que surge nesse episódio do filme Gênio Indomável, talvez, possa ter sentido trazê-la para a realidade atual a perguntar: O que um sabe do outro? Pensa que sabe do outro por que escuta uma palavra? Por que vê um gesto? Por que lê umas palavrinhas? 


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Tonight is What It Means to be Young- Streets of Fire. Calles de fuego (...



"Quem luta contra nós reforça nossos nervos e aprimora nossa habilidade: nosso adversário não faz mais que ajudar-nos." Edmund Burke.

"O charme da história e sua lição enigmática consiste no fato de que, de tempos em tempos, nada muda e mesmo assim tudo é completamente diferente." Aldous Huxley


domingo, 20 de outubro de 2019

Desarmamento: o que tem a nos dizer Adolf Hitler


“O mais tolo erro que poderíamos cometer seria permitir que um povo subjugado tivesse armas. A história mostra que todos os conquistadores que permitiram a posse de armas pelos povos subjugados prepararam sua própria queda.” Adolf Hitler, édito de 18 de março de 1938.

É impossível tirar fora da 2ª guerra mundial, do nazismo, o personagem [ditador] Adolf Hitler. E como é possível perceber, através do édito de 18 de março de 1938, ele revela o que descobriu historicamente levar para a derrota aqueles que dominam um povo. Segundo ele, permitir a posse de armas significava o mais tolo erro.

Parece muito importante levar em consideração a menção que ele faz a “povo subjugado” – que significa literalmente um “povo dominado”. Se no Brasil o interesse maior é viver e desenvolver o modelo de governo democrático, isso nos leva a crer que não faz sentido algum a existência de um povo dominado. Em outras palavras, sob o democracia o indivíduo deve ser livre para cultivar os seus próprios interesses. Isso significa não ficar submetido a indivíduos com intenção de ficarem no poder indefinidamente: como já se estabeleceu em Cuba, Coreia do Norte, parece que estão tentando a todo custo fazer o mesmo na Venezuela. No mais, por mais que indivíduos no governo contemporâneo sinalizem não terem intenção de dominar o povo, essa realidade não deve cair na ilusão de eternidade. Quem serão os próximos a assumirem o governo depois que essas pessoas morrerem?

Bem, entre líderes desarmamentistas, é possível encontrar não tão distante na história da humanidade o Pol Pot (comunista). Talvez, não seja possível saber se ele se deu ao trabalho de estudar a história da humanidade ou simplesmente seguiu a orientação do Adolf Hitler. O que se sabe é que ele conseguiu desarmar o povo e o Khmer Vermelho exterminou, segundo historiadores, entre 1,5 e 2,5 milhões de cambojanos (cerca de 25% da população).

A meu ver, é muito bacana, e até saudável, sonhar com fraternidade, irmandade, paz, e realizar [pequenas que sejam] ações para essa finalidade. Mas, parece imprescindível ter o cuidado para que o sonho não submeta a realidade da vida. Não tem como fazer desaparecer da vida o ódio, a ganância, a inveja, a vaidade, o desejo pelo poder, o desejo em ser amado/idolatrado.

Enfim, para contribuir com a questão, eis dois filmes interessantes para assistir: 
- Os Gritos Do Silêncio.
- First They Killed My Father (primeiro eles mataram meu pai)

Detalhe: No Brasil, o estatuto do desarmamento foi rejeitado pela sociedade: uma clara evidência do desejo de compartilhar com o Estado o compromisso de cuidar da própria vida.  Porém, o ex presidente Lula não concordou com a decisão do povo, mantendo o desarmamento.

“Toda vantagem obtida no passado é julgada à luz do resultado final.” Demóstenes

domingo, 15 de setembro de 2019

Pulgão preto no limoeiro: uma forma de combater.

Estava mostrando para um amigo (que foi criado a vida toda na roça) que as folhas de alguns pés de frutas estavam pretas (no meu limão taiti e limão galego (adultos), e na laranja (com 2 anos)). Ele me disse: "Isso é pulgão. Joga leite que resolve". 
Bem, comprei um borrifador, coloquei leite apenas até a metade, e fui borrifando nas folhinhas. Em menos de uma semana, vi que em algumas folhinhas o preto estava virando casquinha: bastando jogar água, ou passar a mão na folhinha, para limpar. Como percebi que estava ocorrendo mudança boa acabei jogando mais leite.
 Além de limpar, parece que o leite contribuiu também para a florada. Pois, os pés de limões imediatamente floriram, ficaram carregados de frutinhas, e até no meu pé de laranja, que é novinho, apareceram florzinhas. 
Detalhes: 1) O leite que usei foi o natural (o que sai direto da vaca). Então, não sei se leite industrializado produziria o mesmo resultado. 2) O meu amigo, que me passou a forma de combater, estava olhando as folhinhas de perto. Como não sou especialista no assunto, mas, apenas deixando aqui uma informação que deu certo comigo, pode ser que existam outras situações que também deixem a folha preta.




quarta-feira, 3 de julho de 2019

Alain Prost fala sobre Ayrton Senna em Entrevista ao Brasil

Esse depoimento do Alain Prost me fez lembrar sobre o maravilhoso valor que eu via existir no ser humano livre. Livre de determinações, de receitas prontas, de análises subjetivas, de politicamente correto, de comportamentos aceitáveis. 
Era possível ver em casos como foi a rivalidade entre Prost e Senna, dois homens capazes de enfrentarem a vida, de assumirem as responsabilidades por seus atos, de serem autênticos nos seus interesses, de reconhecerem o valor real em si pela existência do valor no outro. Os dois aceitavam um do outro o limite que precisava desafiar, superar. A singularidade em cada um era estritamente necessária, pois, a existência de um mantinha a liberdade do outro. 
Eu imagino se acontecesse na atualidade o episódio do Senna dando o troco no Alain Prost (1990). Imediatamente surgiriam umas 25.876 análises sobre a decisão do Senna. Um mundo de gente estaria determinando o certo, o errado. Possivelmente, ele ficaria sob várias críticas em relação a comportamento negativo do brasileiro no exterior. Ou seja, muito possivelmente se encontraria afirmações de que ele não podia ter feito o que fez, que não foi correto, que a situação prejudica a imagem do país, que as coisas se resolvem no diálogo, no blá-blá-bá, no mi-mi-mi. 
Enfim, era maravilhoso mesmo o valor do ser humano livre: determinando seu próprio caminho, tendo compromisso, responsabilidade, com sua própria existência. Valeu Ayrton Senna! Valeu Alain Prost! Uma história sensacional vivida por dois gigantes da Fórmula 1. 

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Barnabé no programa Sr. Brasil (31/03/2019)

Na minha infância, esteve entre os gritos que minha mãe precisava dar:
"Saaaaaaaaandraaaaaaaaaaaaaa, desliga isso!"
O "desliga isso" era eu na sala escutando mais uma vez, depois de muitas vezes, os discos de vinil do Barnabé.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Los Castillos - Boleros

Eu acho de grande valor saber viver bem a vida. No saber viver bem, se coleciona saudades que produz conforto. O contrário, se coleciona arrependimentos que produz amargura. O tempo passa! No passar do tempo, a pessoa acaba sendo acolhida pela produção.
Esse vídeo (bolero) é para meu saudoso amigo Jaburu, que, mesmo com anos de falecido, permanece produzindo conforto na saudade que deixou. 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Bryan Adams - Have You Ever Really Loved A Woman?



Quando uma máscara é vista, por menor que ela seja, a ideia é clara de que há algo que precisa ser revelado. Nessa sociedade da transparência, a nudez antecipada facilmente engana.
Sandra Valeriote

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Conservador x Progressista.

Parece importante para os jovens, que estão decidindo pela ideia do título de progressistas para existirem como oposição a governo que se revela conservador, refletirem o que ficou sob evidência: os conversadores evidenciando que souberam lidar com o progresso, enquanto os que pregaram a ideia de serem progressistas evidenciando que só souberam falar do progresso. Em se tratando do falar, como bem diz o ditado, até papagaio fala.
Sandra Valeriote

domingo, 17 de março de 2019

Lula, Bolsonaro, mudanças sociais.


Relato aqui uma parte, entre outras, do que eu vi acontecendo no movimento político do final da década de 80 até a atualidade, envolvendo figuras de grande expressão política. 


Final da década de 80. 

O PT havia conquistado um número vantajoso de filiados da sociedade civil para o partido. Parecia moda o broche da estrelinha do PT pregado na roupa de cidadãos comuns. Mas, a moda da estrelinha do PT sendo usada por cidadãos comuns era uma pequena vantagem comparada a outra, que se deu na esfera do poder. O partido do PT já se destacava também com um número expressivamente vantajoso de políticos eleitos em todas as esferas: municipal, estadual, federal. Ou seja, havia político do PT eleito em tudo quanto era canto desse país, trabalhando em redutos eleitorais. Os redutos eram bem administrados por figuras políticas ou cidadãos locais com bom nível de influência. Todos tinham como principal característica a lealdade ao partido. 

Então, nesse período já era evidente que o partido também desejava conquistar o poder maior: a presidência da República. Para essa conquista, todo investimento foi no Lula. Ora, em se tratando da cúpula do PT, com José Dirceu, Genoino, Dilma, e outros, parece que a biografia do Lula era menos complicada para maquiar. Pois bem! O partido do PT já tinha um bom número de cidadãos civis filiados, número expressivamente elevado de políticos eleitos, alianças com partidos importantes acontecendo. Mas, eis uma questão que parecia ser um calo no pé do partido muito difícil de resolver: o Lula, sendo a única figura com possibilidade para ser o candidato que poderia conquistar a presidência da República, evidenciava grande talento para desempenhar o papel de líder sindical. Era um talento que encantava sindicalistas, e abocanhava uma parte da sociedade jamais suficiente para conquistar a vitória. Os discursos dele revelavam agressividade, evidências de que não tinha habilidade para diálogos, que não estava nem aí se precisasse derrubar tudo pela frente. No mais, do ponto de vista da estética, o Lula aparecia vestido informalmente, com uma barba que parecia não ter cuidados higiênicos. Eram questões que podiam não interferir para uma eleição de presidente de sindicato, vereador ou deputado, mas para presidente da República a realidade era outra, que evidentemente não combinava com os discursos e a aparência que ele apresentava. Pois bem! Eis que surge um momento mágico. Pode acreditar! Não foi apenas no conto da Cinderela que existiu uma varinha mágica; no conto do Lula também aconteceu:  com a "varinha mágica do marketing", eis que o Lula apareceu para a disputa da eleição em 2002, não mais como um sapo barbudo que parecia que ia engolir tudo e todos. O Lula tinha se transformado num príncipe encantador: todo bem arrumadinho, falando de forma correta, com muita calma, um sorriso de galã de novela; até a barba dele parecia ter recebido tratamento de hidratação. É isso! Sob um passe de mágica (marketing), o Lula agressivo se transformou no Lulinha paz e amor: encantou e ganhou.

Numa democracia, o povo (a maioria) não consegue eleger um presidente que simboliza o oposto da experiência de vida real. Dentre as proeminentes características que podem ser destacadas como existentes na sociedade, no período em que o Lula concorria à presidência da República, aparecia como realidade no Brasil a alegria, a simpatia, a gentileza, a compaixão, a expectativa do desenvolvimento (esperança), a paz. Em outras palavras, o que era oposto ao povo aparecia evidentemente no Lula. Quando ele conseguiu teatralizar exatamente a realidade que o povo conhecia, foi aceito e eleito. Podemos dizer que a aceitação partiu de uma sensação coletiva de segurança e confiança de que aquela realidade estaria sendo preservada. Não precisava desconstruir nada, bastava preservar o que existia e seguir com a excelente condição financeira para realizar grandes conquistas... Pois é! O Lula conseguiu deixar em evidência que havia se transformado, que também tinha entrado no caminho conhecido por todos... Mas, não era a verdade. Sinceramente, se fosse coisa de cinema, o marqueteiro Duda Mendonça e o Lula, sem sombra de dúvida, destacariam-se no ganho de premiações. Quem sabe as gerações futuras não verão esse ganho por parte dos atores que conquistarem o papel para interpretá-los! 

Bem, para nossa geração, o que existe é a experiência com a realidade atual. E, atualmente, todos já sabem que a mágica não perpetuou... Mas, convenhamos, é essa a realidade da mágica. Mágica é só mágica! O príncipe Lula não podia durar para sempre... Mas é preciso evidenciar que os caminhos conhecidos oferecem conforto, segurança. Acontece que no decorrer do governo do PT, também a sociedade brasileira foi sendo desviada dos seus caminhos conhecidos. E não parece justo apontar que esse desvio foi da responsabilidade apenas do PT-Lula. A questão é que parece que a cúpula do PT ficou totalmente focada em “um” ideal, e por esse ideal teve a necessidade de se deslocar para o lugar da discrição. Pois é!  A impressão é que o PT, precisando ser visto pelo povo apenas a cada 4 anos, acabou deixando espaço para existir um governo paralelo. Dessa forma, com o partido vivendo na sombra, há anos a sociedade civil vinha identificando como governo os principais meios de comunicação – um governo formado pela mídia. Há anos, esse governo (mídia) vinha passando por cima da cultura brasileira, dos valores conhecidos pelos brasileiros, numa evidente tentativa de formar aqui um outro povo, sabe-se lá copiado de onde. Pode ser dos EUA ou da França; do Afeganistão pode ter certeza que nada foi copiado. Então, temas conflituosos em outros países, que não existiam no Brasil, passaram a ser tratados no país como realidade também do povo brasileiro. Por acaso, no Brasil, há registros de grupos atuantes semelhantes ao Ku Klux Klan?


Então, como a liderança política do PT precisou ficar na sombra, realizando suas grandiosas jogadas de corrupção para servir ao comunismo, não deixando de agradar o socialismo (outra situação que parece servir para um filme: comunismo com socialismo vivendo uma linda história de amor no Brasil. Talvez, no futuro também podem fazer um filme dessa linda história de amor que parece ter superado a de Romeu e Julieta, do Shakespeare. Como tema musical, Endless Love, do Lionel Richie e Diana Ross, será perfeito. Ah! Para esse filme os atores principais precisarão interpretar o Lula e FHC), quem se destacou como governo, para o povo, foram os principais meios de comunicação. Há anos, aparece nitidamente destacado o repúdio do povo brasileiro contra os principais meios de comunicação. Um repúdio ignorado. Para entender melhor, eis um exemplo para servir como comparativo: Um indivíduo tem uma fábrica de sapatos. Surge um crescimento expressivo de consumidores se queixando dos produtos. O que o fabricante faz? Ignora as queixas e continua com a fabricação no mesmo jeito. Não aceita ceder, não considera o excesso de queixas. Bem, com essa decisão do fabricante é muito fácil saber qual será o final da sua fábrica... Pois é! O público [consumidor] dos principais meios de comunicação vem, durante anos, excessivamente apresentando queixas, e a fabricação dos conteúdos jamais deixou de ser a mesma.


Período atual

A situação se inverteu. O que havia no Lula, quando ele tentava se eleger para presidente da República (antes na varinha mágica (marketing)), passou a existir no povo. As características mudaram. Atualmente, entre as proeminentes características possíveis de observar no povo brasileiro estão a grosseria, a antipatia, a maldade, a desarmonia, a agressividade.

O presidente Bolsonaro não surgiu do nada e gerou um conflito social, aliado a uma força tarefa para haver retrocesso. O conflito social, que esteve aparentemente nítido durante anos, fez surgir o Bolsonaro. O povo vem brigando com a mídia há anos – esse povo nem fazia ideia da existência do Bolsonaro. A impressão é que as queixas do povo iam em direção ao nada e ficavam guardadas no lugar nenhum. 


No período da eleição, com as principais lideranças políticas, juntamente com os principais meios de comunicação, evidenciando não estarem entendendo o que estava acontecendo no Brasil, em relação a ascensão do Bolsonaro, muitas vezes, para mim, era difícil acreditar que eles realmente não estivessem entendendo. Era difícil, pois, acreditar que realmente não estivessem entendendo confirmava que eles estiveram durante anos vivendo em outro mundo que não o Brasil. Realmente, as queixas do povo foram ignoradas pelos que estavam governando. E, sinceramente, a voz do povo ignorada [durante anos] ecoou alta na voz do candidato que foi “democraticamente” eleito para presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. 

Nos discursos do Bolsonaro havia a simplicidade de apenas repetir as queixas que o povo fazia durante anos. Não teve mistério algum para os que estavam vendo a realidade do Brasil! O Bolsonaro não era isso, aquilo, ou aquilo outro de ruim que afirmavam para tentar derrubá-lo da ascensão, ele foi simplesmente a voz do povo falando em alto e bom som. E falando uma realidade que esteve durante anos sob a luz do sol.


Pois é! Ao contrário do Lula - que para ganhar a eleição precisou desconstruir os discursos agressivos e maquiar sua essência, evidenciando que a maioria do povo se identificava com a paz - o Bolsonaro só ganhou a eleição por conta de construir discursos agressivos, nesse caso, evidenciando que, atualmente, o povo está vivendo sérios conflitos emocionais.   


No momento atual, o ataque que se vê contra o presidente Bolsonaro se torna um ataque que vai direto contra o povo que foi ignorado durante anos. Um povo que evidencia estar absurdamente carente da sua essência, natureza, angustiado pela falta do direito de viver a sua própria realidade humana, cultural. Um povo que teve orgulho de ter como herói nacional o Pelé, sem jamais apontar para a cor de pele. Uma povo que teve uma geração expressiva de jovens que curtia as músicas do Cazuza, que sofreu pela situação que ele precisou enfrentar, sem jamais apontar dedo para questão de sexualidade. Um povo que aplaudia a força, coragem e inteligência da Tieta do Agreste (novela, Tieta), da viúva Porcina (novela, Roque Santeiro), que torcia por elas, independente do que faziam ou não, evidenciando claramente não ter a mulher como ser inferior, proibidas de viver a vida como quisessem. Um povo que delirava com a bandeira do Brasil que o corredor da fórmula 1, Ayrton Senna, colocava para fora do carro a cada vitória. Quando o Ayrton Senna morreu, o Brasil parou literalmente para o povo chorar, evidenciando que em primeiro lugar nesse país era necessário deixar o povo resolver a empatia. Um povo que não fazia questão de contribuir para causas nobres. Um povo que já tinha chegado no nível de saber reconhecer, respeitar, admirar os melhores por conta do talento, do caráter. É isso aí! Pegaram questões sociais complexas, questões culturais conflituosas, existentes em países como EUA, França, e enfiaram goela abaixo do povo brasileiro que vinha pelo caminho privilegiando uma existência pacífica, lidando bem com a generosidade, irmandade, privilegiando bons valores, aceitando gradativamente as mudanças sociais importantes. Mas, não pegaram por conta própria, apenas deram sequência. Uma sequência liberada para ser imposta pelo governo paralelo (mídia). Pois, na transição da democracia para o socialismo ficou em evidência que precisava dividir o povo - o famoso NÓS CONTRA ELES que surgiu. E assumindo o governo, o Lula incentivou imediatamente, implantando, no primeiro dia, cotas para todas as minorias. Ou seja, uma forma fácil de detonar a meritocracia conhecida e aprovada pelo povo brasileiro.  

O NÓS CONTRA ELES é uma guerra social com questões imperceptíveis, complicadíssima de se resolver. Não há exército, interesse legítimo de espoliação, não há nem mesmo a ilusão de que um dia haverá o fim, podendo fazer quem está nessa guerra sentir a esperança. Um assunto tratado sistematicamente, em cima de uma sociedade que não o reconhece como comum na realidade, tende a gerar enlouquecimento, angústia, desespero. Como eu, milhares de brasileiros cresceram sem consciência de diferenciação de cor, de pensar em mulher como ser inferior, de fazer questão de saber orientação sexual do outro. Isso é uma guerra que provoca implosão social, produzida pelos próprios membros da sociedade. A “única” luz que aparece como tendo a solução para resolver o conflito social é o Estado. Eis a questão: O NÓS CONTRA ELES favoreceu demais a determinados grupos e indivíduos protegidos atrás do Estado, sendo possível ainda hoje escutar partindo de alguns que o compromisso de cuidar de tudo é do Estado. Esse Estado, que vai resolver todas as questões, precisa que cada indivíduo esteja individualizado, desconfiando de tudo e todos, acreditando em perseguições e, não bastando tanta coisa ruim, desesperançoso. Em outras palavras, o NÓS CONTRA ELES é promovido por um Estado que tem a necessidade de ter uma sociedade esquizofrênica. Quem é esse Estado?

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Un Amor (Gipsy Kings)


Love is universal desire! The ideal is the desire of the subjective. Let's just worry about love, since the ideal is in the subjective that exists for each one to take care of your ... ;)

domingo, 10 de junho de 2018

Início da internet (Fake News, os políticos e a imprensa. William Waack comenta)

Tenho 46 anos. Com essa idade, é possível a percepção de que eu sou da geração que lidou com o surgimento do celular, internet, e tudo mais que veio após – num ritmo de evolução acelerado. Pois é! É uma realidade absurdamente diferente da do meu netinho, que hoje com 3 aninhos já sabe mexer em celular melhor do que eu.
Pois bem! No período que iniciou o uso dessas ferramentas tecnológicas, por ser cidadã do interior, houve um espaço de tempo maior para ter o acesso. Ou seja, os habitantes das capitais lidaram primeiro com o advento tecnológico. Então, já usando o celular, mas sem fazer a mínima ideia de que tinha iniciado também a internet, certa vez, conversando por telefone com um vendedor em SP (capital) escutei: “Eu te mando por e-mail.” Levei um susto! Respondi: “O que é isso?” Aí fiquei sabendo que isso era algo chamado internet. Como seria antes, de acordo com a realidade sob a qual cresci conhecendo? A pessoa diria: “eu te mando por correio”, ou, “eu te mando por fax”.
Ok! Pela necessidade, também passei a conviver com essa ferramenta de comunicação e informação. Eis a questão: a forma como podia ter acesso a internet era através de ligação – que a cada minuto de uso eu pagava a operadora de telefonia fixa o valor de uma ligação interurbana. Sinceramente, cada vez que precisava acessar a internet ficava contando os minutos no reloginho que fica no computador, pois para mim dinheiro nunca caiu do céu. Bem, eu sei é que passando a usar internet para também ter o tal e-mail, não demorou muito para surgir outra dúvida. Eis que já tendo meu endereço de e-mail recebi um assunto em que a pessoa escreveu: “vou ficar no webmail aguardando sua resposta”. Quando li isso, não entendi bulhufas. Chamei um técnico de informática, mostrei o assunto no e-mail, e disse: “Essa pessoa está aguardando minha resposta dentro desse lugar chamado webmail. Eu preciso mandar a resposta pra ela. Que lugar é esse?” O técnico me respondeu que o único webmail que ele conhecia era o e-mail. Ufa! Como foi difícil para mim entender... Essas situações estão na lista de inúmeras outras que precisei lidar com a dúvida em razão da novidade chamada internet – a qual tive necessidade de me submeter (refiro-me a necessidade, pois quando é questão de desejo eu posso decidir, controlar). Um detalhe para esse mundo atual que parece ter formado uma consciência do saber tudo: eu não tive o privilégio de nascer sabendo tudo. Por conta disso, nessa realidade com contínuas mudanças, mais o que me é necessário em relação a trabalho, todo santo dia continuo aprendendo algo novo - que no dia anterior eu não sabia.
Então, retornando ao período inicial da internet. Como se não bastasse a enorme dedicação para aprender o que me era novo, o sofrimento por ter que pagar caro pelo acesso, eis que vi surgir também aborrecimento com o tal do compartilhamento.
O que percebi é que pela abertura para a comunicação com um público maior, sem a necessidade de lidar com o limite (imposto diante da pessoa física), não precisando enfrentar a dificuldade de lidar diretamente com a emoção pela questão da sensação de distância, eis que a minha caixa de e-mail (que nessa altura eu já tinha o conhecimento que também podia ser chamada de webmail) recebia direto inúmeras correntes, PPS´s, vídeos, e no etc e tal de chatices apareciam também “notícias falsas”. Pois é! Na atualidade, autoridades podem promover o “Fake News” para ocultarem a incompetência de não terem resolvido a situação crítica no início. Para melhor entendimento, basta escutar o que disse o jornalista William Waack: “Fake News é um nome novo pra coisa velha...” E que tal um resumo dessa ópera? Talvez podemos dizer que "Fake News" é realmente um nome novo para fazer o público jovem e os desatentos da minha geração acreditarem ser mais uma coisa nova. Mas a realidade? A realidade mesmo? É que não é!
A propósito, lembro de uma conversa por e-mail que tive com um amigo, no período inicial desse meio de comunicação (internet), sobre essa situação de "notícias falsas":  
Recebia de várias pessoas conhecidas vários e-mails com "notícias falsas". Fazia o quê? Pelo enorme compromisso sobre a minha “cacunda”, lia e apagava aquelas porcarias! Só que certa vez recebi um e-mail com “notícia falsa” de um amigo que eu sabia ter uma caráter muito sério, que era uma pessoa voltada para o bem, podendo ser considerada bacana. Não resisti em esclarecer a situação... Respondi o e-mail solicitando a fonte, dizendo a ele que não havia conseguido encontrar. Ele me respondeu que não tinha fonte. Simplesmente recebeu o e-mail e encaminhou para todos da sua lista de contato. Aí respondi, ao ataque que vi ocorrendo com uma empresa cujo produto alcançou expressivo sucesso no mercado consumidor: “Imagina quantas pessoas deixarão de consumir esse produto ao lerem essa "notícia falsa"? Imagina o que o dono dessa empresa deve ter suportado de complicado nessa vida para conseguir chegar onde chegou? É justo com ele? É justo com todas as famílias que estão tendo sua renda através da venda desse produto?” Ele me respondeu: “Eu não tinha pensado nisso! Foi errado o que fiz!” Pois é! Esse “errado o que fiz” acontecia direto - se tornando comum. Inúmeras vezes era compartilhado pelos que tinham e-mail "notícias falsas" com dezenas de outros e-mails. Dezenas que compartilhavam com outras dezenas, e assim sucessivamente. Alguns não enviavam o compartilhamento no “cópia oculta”, ou seja, os endereços de e-mails apareciam no “para” ou “cópia” dando pra contar o número de pessoas que haviam recebido a “notícia falsa”. Era só usar nossa ferramenta natural, que tem o nome de consciência: se 10% dos que recebiam o e-mail com "notícia falsa" compartilhavam, e 10% dos que recebiam desses 10% compartilhavam também, e 10% seguiam no mesmo comportamento... Seria possível contar o número de pessoas que tinham lido aquela "notícia falsa" em um só dia? Que prejuízo isso podia causar para pessoas que não fizeram outra coisa nessa vida a não ser deixarem de lado suas próprias dores para enfrentarem inúmeros desgastes na tentativa de conquistar algum benefício não apenas para si e sua família, mas também para outros? O grande esforço, extrema dedicação, de comerciantes, empresários, industriais, todos sabem, acaba privilegiando também cidade, estado, país.
Pois é! No período em questão, as "notícias falsas" eram vorazmente voltadas para produtos de empresas que já tinham alcançado sucesso. Mas que importância tinha o “pão que o diabo amassou com o rabo” comido por quem suportou na vida enfrentar duros desafios para ter seu próprio negócio? Vamos ser realistas, não havia necessidade de QI privilegiado, inteligência sofisticada, para perceber que o mal que estava nascendo ia crescer. Bastava apenas ter dentro de si ingredientes que mantém a sobrevivência da espécie humana: compromisso com a vida, empatia, reconhecimento, ética na interdependência, compaixão.

Fake News? Com todo respeito a língua que conquistou a posição universal, aqui é o Brasil. Temos como idioma a língua portuguesa (que aliás, cá entre nós, tem uma riqueza difícil de alcançar). No Brasil, o que estamos tendo são "notícias falsas" que vem causando transtornos, prejuízos, desde o período inicial da internet. E-mail é coisa do passado? Queridos(as), tudo que vi no período do contato só por e-mail, estou vendo acontecer nesse período do Whatsapp. O que está parecendo diferente atualmente é que sob o gigantismo da evolução tecnológica o ciclo da vida humana pode ter entrado em um estado de involução. 
Deus abençoe a todos!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Social democracia européia sem vergonha. William Waack comenta.



Eu guardo com muito carinho essa mensagem do navegador Amyr Klink: 
“...Hoje entendo bem o meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
Certa vez, por curiosidade, fui olhar a lista com os nomes das pessoas que recebiam o benefício do programa Bolsa Família na cidade que moro. Absurdo o que encontrei! A situação evidenciava a intenção da “compra de voto” (permanecer no poder dando dinheiro de trabalhador para um número absurdamente elevado de pessoas/eleitores que não desenvolveram noção do pensar o valor de uma Nação).
Eis a questão, é possível para o indivíduo, de todas as classes sociais, conseguir diminuir o nível de estupidez também orientado pela ideia que nos passou o navegador Amyr Klink: não seja professor, doutor, do que não viu, não sabe, não conhece. A decisão que esses senhores - mencionados pelo jornalista William Waack - tiveram, parece ter partido do que imaginam, em outras palavras, parece que não viajaram por sua conta, mas por meio de histórias, imagens, contos... Agora, se eles viveram escondidos as últimas décadas no Brasil vendo tudo o que afirmam...Eles precisam revelar a cidade que estavam.
Detalhe: é possível para qualquer leigo entender que a Justiça no Brasil está revelando e resolvendo crimes, e não ideologia, desgostos, etc e tal de questões subjetivas.