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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Será que temos uma falha no Telemarketing?

Parece muito comum reclamação com as vendas pelo telemarketing. Então, nessa atividade temos de um lado uma pessoa precisando vender um produto, e do outro uma pessoa geralmente ocupada que atendeu o telefone e ao perceber que é de telemarketing começa a pensar numa mentira para dizer assim que o vendedor parar um instantinho para poder respirar. Eis a questão: parece que o telemarketing acabou se transformando também em um mecanismo desenvolvedor de mentira; quando o vendedor não consegue perceber o limite acaba provocando desconforto, levando a pessoa a ter que ser, em algumas vezes, até desagradável. Bem, os dois lados perdem: o vendedor não consegue vender o produto - podendo ser até mal tratado, e quem atendeu o telefonema precisa digerir a mentira, desconforto.  

Pois bem! A impressão é que passa despercebido pelas empresas, que trabalham com o telemarketing, a realidade da diferença cultural do nosso país: com cada região tendo a sua natureza.

Vou deixar aqui um exemplo de resultado positivo de telemarketing que aconteceu comigo. Detalhe: foi apenas esse.

Estava arrumando a minha casa à noite quando o telefone fixo tocou. Ao atender, a mulher do outro lado começou a falar de um jeito como se fossemos amigas de infância.
Ela: “Oi, tudo bem? Aqui quem tá falando é xxx. Eu sou da Oi, a gente pode conversar um cadinho?” Nesse cadinho de conversa, falamos do lugar que cada uma morava, conversamos sobre Cabo Frio-RJ, o litoral do Espírito Santo (lugares para onde a mineirada vai no verão). Bem, eis que no papo vai, papo vem, escutei gritos no lugar onde ela estava. Aí ela disse que não era para reparar a gritaria, pois se devia ao fato de estarem comemorando por terem "batido a meta". Simplesmente respondi: “Então ultrapassa essa meta. Pode fechar o negócio aí pra mim também”. O “fechar o negócio” significa que eu estava aceitando o que a empresa estava oferecendo.


Então, todos os outros telefonemas que recebi [de telemarketing] sempre vieram de regiões que não conversam com quem eu sou. E uma coisa é conviver tranquilamente com as diferenças culturais no aspecto social, outra é uma empresa entrar em contato para vender um produto evidenciando ser ela o próprio objeto de interesse. É um trem complicado! 

Enfim, nesse trem complicado a gente também tem trem bão: Aceita um cafezin? Eu passei agora... tá fresquin, fresquin.