Algum tempo atrás, uma velha conhecida afirmou diante de mim
que todos estão sofrendo de estresse e ansiedade. Bem, eu posso até passar por
estresse e ansiedade devido a algum episódio (coisa que vem e passa), quanto a
sofrer é outra coisa. Definitivamente, não é o meu caso! Eis que no momento,
sem que estivesse com algum episódio de estresse e ansiedade em mente para
mencionar, perguntei se podia estar com preocupação devido ao fato de
acompanhar os conflitos na política. Imediatamente,
ela afirmou ser normal, afinal de contas, a política tem entrado na casa de
todos por conta da internet. A partir da segunda afirmação, percebi que não
estava diante dela como outra pessoa. A impressão é que devia ser uma coisa
para assistir o seu conhecimento sobre tudo: inclusive sobre mim. Pois bem! Comigo
não existe o acompanhar a política porque a internet colocou ela dentro das casas.
A minha própria memória política iniciou assistindo pela TV o Tancredo Neves
discursando em palanque - lembro até da esposa dele ao lado (eu tinha 12 anos). E nunca deixei de acompanhar a política (Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, etc.), fosse
pela TV, comprando revistas. Um ano antes da eleição entre Lula x Serra, eu já sabia que ia votar no Serra, no entanto, era evidente que seria o Lula quem venceria pela quantidade expressiva de políticos eleitos do PT somados aos que fariam aliança. Nesse período já tinha internet, então era fácil contar o número de deputados estaduais, federais, por partido. Fiz cursinho de marketing político só para saber sobre manipulação. Pois, não havia outra palavra, que não a manipulação, para explicar a mudança do Lula que disputou eleições antes com discurso sindicalista, irado, para o Lulinha que surgiu como paz e amor todo bem vestidinho. Além, todas às vezes que tive oportunidade de escutar
pessoas cujas memórias iniciaram bem antes da minha, não perdia uma palavra do
que me era dito.
Eis a questão: Será que atualmente pode estar ocorrendo uma epidemia de gênios? Pois é! Talvez, com bases em informações do Google, das mais variadas formas de terapias, de discursos legalizados, muitos possam estar interpretando o conhecimento objetivo
como realidade subjetiva. A questão que surge nesse episódio do filme Gênio
Indomável, talvez, possa ter sentido trazê-la para a realidade atual a perguntar: O que um
sabe do outro? Pensa que sabe do outro por que escuta uma palavra? Por que vê um gesto? Por que lê umas palavrinhas?
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