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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Alain Prost fala sobre Ayrton Senna em Entrevista ao Brasil

Esse depoimento do Alain Prost me fez lembrar sobre o maravilhoso valor que eu via existir no ser humano livre. Livre de determinações, de receitas prontas, de análises subjetivas, de politicamente correto, de comportamentos aceitáveis. 
Era possível ver em casos como foi a rivalidade entre Prost e Senna, dois homens capazes de enfrentarem a vida, de assumirem as responsabilidades por seus atos, de serem autênticos nos seus interesses, de reconhecerem o valor real em si pela existência do valor no outro. Os dois aceitavam um do outro o limite que precisava desafiar, superar. A singularidade em cada um era estritamente necessária, pois, a existência de um mantinha a liberdade do outro. 
Eu imagino se acontecesse na atualidade o episódio do Senna dando o troco no Alain Prost (1990). Imediatamente surgiriam umas 25.876 análises sobre a decisão do Senna. Um mundo de gente estaria determinando o certo, o errado. Possivelmente, ele ficaria sob várias críticas em relação a comportamento negativo do brasileiro no exterior. Ou seja, muito possivelmente se encontraria afirmações de que ele não podia ter feito o que fez, que não foi correto, que a situação prejudica a imagem do país, que as coisas se resolvem no diálogo, no blá-blá-bá, no mi-mi-mi. 
Enfim, era maravilhoso mesmo o valor do ser humano livre: determinando seu próprio caminho, tendo compromisso, responsabilidade, com sua própria existência. Valeu Ayrton Senna! Valeu Alain Prost! Uma história sensacional vivida por dois gigantes da Fórmula 1. 

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