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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Epidemia de gênios?

Algum tempo atrás, uma velha conhecida afirmou diante de mim que todos estão sofrendo de estresse e ansiedade. Bem, eu posso até passar por estresse e ansiedade devido a algum episódio (coisa que vem e passa), quanto a sofrer é outra coisa. Definitivamente, não é o meu caso! Eis que no momento, sem que estivesse com algum episódio de estresse e ansiedade em mente para mencionar, perguntei se podia estar com preocupação devido ao fato de acompanhar os conflitos na política.  Imediatamente, ela afirmou ser normal, afinal de contas, a política tem entrado na casa de todos por conta da internet. A partir da segunda afirmação, percebi que não estava diante dela como outra pessoa. A impressão é que devia ser uma coisa para assistir o seu conhecimento sobre tudo: inclusive sobre mim. Pois bem! Comigo não existe o acompanhar a política porque a internet colocou ela dentro das casas. A minha própria memória política iniciou assistindo pela TV o Tancredo Neves discursando em palanque - lembro até da esposa dele ao lado (eu tinha 12 anos). E nunca deixei de acompanhar a política (Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, etc.), fosse pela TV, comprando revistas. Um ano antes da eleição entre Lula x Serra, eu já sabia que ia votar no Serra, no entanto, era evidente que seria o Lula quem venceria pela quantidade expressiva de políticos eleitos do PT somados aos que fariam aliança. Nesse período já tinha internet, então era fácil contar o número de deputados estaduais, federais, por partido.  Fiz cursinho de marketing político só para saber sobre manipulação. Pois, não havia outra palavra, que não a manipulação, para explicar a mudança do Lula que disputou eleições antes com discurso sindicalista, irado, para o Lulinha que surgiu como paz e amor todo bem vestidinho. Além, todas às vezes que tive oportunidade de escutar pessoas cujas memórias iniciaram bem antes da minha, não perdia uma palavra do que me era dito.

Eis a questão: Será que atualmente pode estar ocorrendo uma epidemia de gênios? Pois é! Talvez, com bases em informações do Google, das mais variadas formas de terapias, de discursos legalizados, muitos possam estar interpretando o conhecimento objetivo como realidade subjetiva. A questão que surge nesse episódio do filme Gênio Indomável, talvez, possa ter sentido trazê-la para a realidade atual a perguntar: O que um sabe do outro? Pensa que sabe do outro por que escuta uma palavra? Por que vê um gesto? Por que lê umas palavrinhas? 


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Bryan Adams - Have You Ever Really Loved A Woman?



Quando uma máscara é vista, por menor que ela seja, a ideia é clara de que há algo que precisa ser revelado. Nessa sociedade da transparência, a nudez antecipada facilmente engana.
Sandra Valeriote

domingo, 19 de maio de 2019

Reforma da Previdência: Câmara quer descartar texto atual e criar novo

O que entendi no texto que explica esse título: "Reforma da Previdência: Câmara quer descartar texto atual e criar novo, é que o Congresso Nacional não está aceitando o trabalho realizado pelo Ministério da Economia.  *Para fazer a leitura do texto em questão, clicar AQUI

Às vezes, surge em mim um pensamento sobre alguma questão; e o pensamento me impõe a necessidade de pensar na possibilidade de estar enganada. Pois é: às vezes, o pensamento é tão estranho, sem sentido, que acabo me sentindo no dever de dedicar ao pensamento grande consideração. 

Pois bem! Ao ler o texto em questão, me surgiu pensamento para ser pensado.  O que veio ao meu pensamento? Exemplos: 1) O dono de um restaurante contrata um garçom. O garçom passa três meses trabalhando e aí vem o dono e diz: "pode deixar que eu mesmo sirvo". Eis a questão: o garçom não é demitido, apenas o dono do restaurante é que fica fazendo o trabalho dele. 2) Um hospital contrata um cardiologista. O cardiologista passa três meses trabalhando e aí vem a diretoria e diz: "pode deixar o trabalho por nossa conta". Eis a questão: o médico não é demitido, apenas a diretoria do hospital é que passa a realizar o trabalho dele. 3) Um empresário contrata um vendedor externo. O vendedor passa três meses trabalhando e aí vem o empresário e diz: "pode deixar que eu mesmo vou sair para vender". Eis a questão: o vendedor não é demitido, apenas o empresário é que passa a fazer o serviço dele. 

Baseada nos exemplos que o meu pensamento criou, eu me pergunto: Será essa a informação que o Congresso Nacional está transmitindo? Que não tem problema o país gastar com o Ministério da Economia, mas quem fará tudo são os parlamentares? 

É um pensamento que realmente precisa ser pensado: tamanho a estranheza, falta de sentido, aberração... Porque GA$TAR com o Ministério da Economia para que todos que lá estão entreguem trabalhos, e ao entregarem (como foi entregue o texto da Reforma da Previdência) dizer que não há necessidade do que fazem porque tem quem faça (os parlamentares), e ainda manter o gasto existindo... 








domingo, 17 de março de 2019

Lula, Bolsonaro, mudanças sociais.


Relato aqui uma parte, entre outras, do que eu vi acontecendo no movimento político do final da década de 80 até a atualidade, envolvendo figuras de grande expressão política. 


Final da década de 80. 

O PT havia conquistado um número vantajoso de filiados da sociedade civil para o partido. Parecia moda o broche da estrelinha do PT pregado na roupa de cidadãos comuns. Mas, a moda da estrelinha do PT sendo usada por cidadãos comuns era uma pequena vantagem comparada a outra, que se deu na esfera do poder. O partido do PT já se destacava também com um número expressivamente vantajoso de políticos eleitos em todas as esferas: municipal, estadual, federal. Ou seja, havia político do PT eleito em tudo quanto era canto desse país, trabalhando em redutos eleitorais. Os redutos eram bem administrados por figuras políticas ou cidadãos locais com bom nível de influência. Todos tinham como principal característica a lealdade ao partido. 

Então, nesse período já era evidente que o partido também desejava conquistar o poder maior: a presidência da República. Para essa conquista, todo investimento foi no Lula. Ora, em se tratando da cúpula do PT, com José Dirceu, Genoino, Dilma, e outros, parece que a biografia do Lula era menos complicada para maquiar. Pois bem! O partido do PT já tinha um bom número de cidadãos civis filiados, número expressivamente elevado de políticos eleitos, alianças com partidos importantes acontecendo. Mas, eis uma questão que parecia ser um calo no pé do partido muito difícil de resolver: o Lula, sendo a única figura com possibilidade para ser o candidato que poderia conquistar a presidência da República, evidenciava grande talento para desempenhar o papel de líder sindical. Era um talento que encantava sindicalistas, e abocanhava uma parte da sociedade jamais suficiente para conquistar a vitória. Os discursos dele revelavam agressividade, evidências de que não tinha habilidade para diálogos, que não estava nem aí se precisasse derrubar tudo pela frente. No mais, do ponto de vista da estética, o Lula aparecia vestido informalmente, com uma barba que parecia não ter cuidados higiênicos. Eram questões que podiam não interferir para uma eleição de presidente de sindicato, vereador ou deputado, mas para presidente da República a realidade era outra, que evidentemente não combinava com os discursos e a aparência que ele apresentava. Pois bem! Eis que surge um momento mágico. Pode acreditar! Não foi apenas no conto da Cinderela que existiu uma varinha mágica; no conto do Lula também aconteceu:  com a "varinha mágica do marketing", eis que o Lula apareceu para a disputa da eleição em 2002, não mais como um sapo barbudo que parecia que ia engolir tudo e todos. O Lula tinha se transformado num príncipe encantador: todo bem arrumadinho, falando de forma correta, com muita calma, um sorriso de galã de novela; até a barba dele parecia ter recebido tratamento de hidratação. É isso! Sob um passe de mágica (marketing), o Lula agressivo se transformou no Lulinha paz e amor: encantou e ganhou.

Numa democracia, o povo (a maioria) não consegue eleger um presidente que simboliza o oposto da experiência de vida real. Dentre as proeminentes características que podem ser destacadas como existentes na sociedade, no período em que o Lula concorria à presidência da República, aparecia como realidade no Brasil a alegria, a simpatia, a gentileza, a compaixão, a expectativa do desenvolvimento (esperança), a paz. Em outras palavras, o que era oposto ao povo aparecia evidentemente no Lula. Quando ele conseguiu teatralizar exatamente a realidade que o povo conhecia, foi aceito e eleito. Podemos dizer que a aceitação partiu de uma sensação coletiva de segurança e confiança de que aquela realidade estaria sendo preservada. Não precisava desconstruir nada, bastava preservar o que existia e seguir com a excelente condição financeira para realizar grandes conquistas... Pois é! O Lula conseguiu deixar em evidência que havia se transformado, que também tinha entrado no caminho conhecido por todos... Mas, não era a verdade. Sinceramente, se fosse coisa de cinema, o marqueteiro Duda Mendonça e o Lula, sem sombra de dúvida, destacariam-se no ganho de premiações. Quem sabe as gerações futuras não verão esse ganho por parte dos atores que conquistarem o papel para interpretá-los! 

Bem, para nossa geração, o que existe é a experiência com a realidade atual. E, atualmente, todos já sabem que a mágica não perpetuou... Mas, convenhamos, é essa a realidade da mágica. Mágica é só mágica! O príncipe Lula não podia durar para sempre... Mas é preciso evidenciar que os caminhos conhecidos oferecem conforto, segurança. Acontece que no decorrer do governo do PT, também a sociedade brasileira foi sendo desviada dos seus caminhos conhecidos. E não parece justo apontar que esse desvio foi da responsabilidade apenas do PT-Lula. A questão é que parece que a cúpula do PT ficou totalmente focada em “um” ideal, e por esse ideal teve a necessidade de se deslocar para o lugar da discrição. Pois é!  A impressão é que o PT, precisando ser visto pelo povo apenas a cada 4 anos, acabou deixando espaço para existir um governo paralelo. Dessa forma, com o partido vivendo na sombra, há anos a sociedade civil vinha identificando como governo os principais meios de comunicação – um governo formado pela mídia. Há anos, esse governo (mídia) vinha passando por cima da cultura brasileira, dos valores conhecidos pelos brasileiros, numa evidente tentativa de formar aqui um outro povo, sabe-se lá copiado de onde. Pode ser dos EUA ou da França; do Afeganistão pode ter certeza que nada foi copiado. Então, temas conflituosos em outros países, que não existiam no Brasil, passaram a ser tratados no país como realidade também do povo brasileiro. Por acaso, no Brasil, há registros de grupos atuantes semelhantes ao Ku Klux Klan?


Então, como a liderança política do PT precisou ficar na sombra, realizando suas grandiosas jogadas de corrupção para servir ao comunismo, não deixando de agradar o socialismo (outra situação que parece servir para um filme: comunismo com socialismo vivendo uma linda história de amor no Brasil. Talvez, no futuro também podem fazer um filme dessa linda história de amor que parece ter superado a de Romeu e Julieta, do Shakespeare. Como tema musical, Endless Love, do Lionel Richie e Diana Ross, será perfeito. Ah! Para esse filme os atores principais precisarão interpretar o Lula e FHC), quem se destacou como governo, para o povo, foram os principais meios de comunicação. Há anos, aparece nitidamente destacado o repúdio do povo brasileiro contra os principais meios de comunicação. Um repúdio ignorado. Para entender melhor, eis um exemplo para servir como comparativo: Um indivíduo tem uma fábrica de sapatos. Surge um crescimento expressivo de consumidores se queixando dos produtos. O que o fabricante faz? Ignora as queixas e continua com a fabricação no mesmo jeito. Não aceita ceder, não considera o excesso de queixas. Bem, com essa decisão do fabricante é muito fácil saber qual será o final da sua fábrica... Pois é! O público [consumidor] dos principais meios de comunicação vem, durante anos, excessivamente apresentando queixas, e a fabricação dos conteúdos jamais deixou de ser a mesma.


Período atual

A situação se inverteu. O que havia no Lula, quando ele tentava se eleger para presidente da República (antes na varinha mágica (marketing)), passou a existir no povo. As características mudaram. Atualmente, entre as proeminentes características possíveis de observar no povo brasileiro estão a grosseria, a antipatia, a maldade, a desarmonia, a agressividade.

O presidente Bolsonaro não surgiu do nada e gerou um conflito social, aliado a uma força tarefa para haver retrocesso. O conflito social, que esteve aparentemente nítido durante anos, fez surgir o Bolsonaro. O povo vem brigando com a mídia há anos – esse povo nem fazia ideia da existência do Bolsonaro. A impressão é que as queixas do povo iam em direção ao nada e ficavam guardadas no lugar nenhum. 


No período da eleição, com as principais lideranças políticas, juntamente com os principais meios de comunicação, evidenciando não estarem entendendo o que estava acontecendo no Brasil, em relação a ascensão do Bolsonaro, muitas vezes, para mim, era difícil acreditar que eles realmente não estivessem entendendo. Era difícil, pois, acreditar que realmente não estivessem entendendo confirmava que eles estiveram durante anos vivendo em outro mundo que não o Brasil. Realmente, as queixas do povo foram ignoradas pelos que estavam governando. E, sinceramente, a voz do povo ignorada [durante anos] ecoou alta na voz do candidato que foi “democraticamente” eleito para presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. 

Nos discursos do Bolsonaro havia a simplicidade de apenas repetir as queixas que o povo fazia durante anos. Não teve mistério algum para os que estavam vendo a realidade do Brasil! O Bolsonaro não era isso, aquilo, ou aquilo outro de ruim que afirmavam para tentar derrubá-lo da ascensão, ele foi simplesmente a voz do povo falando em alto e bom som. E falando uma realidade que esteve durante anos sob a luz do sol.


Pois é! Ao contrário do Lula - que para ganhar a eleição precisou desconstruir os discursos agressivos e maquiar sua essência, evidenciando que a maioria do povo se identificava com a paz - o Bolsonaro só ganhou a eleição por conta de construir discursos agressivos, nesse caso, evidenciando que, atualmente, o povo está vivendo sérios conflitos emocionais.   


No momento atual, o ataque que se vê contra o presidente Bolsonaro se torna um ataque que vai direto contra o povo que foi ignorado durante anos. Um povo que evidencia estar absurdamente carente da sua essência, natureza, angustiado pela falta do direito de viver a sua própria realidade humana, cultural. Um povo que teve orgulho de ter como herói nacional o Pelé, sem jamais apontar para a cor de pele. Uma povo que teve uma geração expressiva de jovens que curtia as músicas do Cazuza, que sofreu pela situação que ele precisou enfrentar, sem jamais apontar dedo para questão de sexualidade. Um povo que aplaudia a força, coragem e inteligência da Tieta do Agreste (novela, Tieta), da viúva Porcina (novela, Roque Santeiro), que torcia por elas, independente do que faziam ou não, evidenciando claramente não ter a mulher como ser inferior, proibidas de viver a vida como quisessem. Um povo que delirava com a bandeira do Brasil que o corredor da fórmula 1, Ayrton Senna, colocava para fora do carro a cada vitória. Quando o Ayrton Senna morreu, o Brasil parou literalmente para o povo chorar, evidenciando que em primeiro lugar nesse país era necessário deixar o povo resolver a empatia. Um povo que não fazia questão de contribuir para causas nobres. Um povo que já tinha chegado no nível de saber reconhecer, respeitar, admirar os melhores por conta do talento, do caráter. É isso aí! Pegaram questões sociais complexas, questões culturais conflituosas, existentes em países como EUA, França, e enfiaram goela abaixo do povo brasileiro que vinha pelo caminho privilegiando uma existência pacífica, lidando bem com a generosidade, irmandade, privilegiando bons valores, aceitando gradativamente as mudanças sociais importantes. Mas, não pegaram por conta própria, apenas deram sequência. Uma sequência liberada para ser imposta pelo governo paralelo (mídia). Pois, na transição da democracia para o socialismo ficou em evidência que precisava dividir o povo - o famoso NÓS CONTRA ELES que surgiu. E assumindo o governo, o Lula incentivou imediatamente, implantando, no primeiro dia, cotas para todas as minorias. Ou seja, uma forma fácil de detonar a meritocracia conhecida e aprovada pelo povo brasileiro.  

O NÓS CONTRA ELES é uma guerra social com questões imperceptíveis, complicadíssima de se resolver. Não há exército, interesse legítimo de espoliação, não há nem mesmo a ilusão de que um dia haverá o fim, podendo fazer quem está nessa guerra sentir a esperança. Um assunto tratado sistematicamente, em cima de uma sociedade que não o reconhece como comum na realidade, tende a gerar enlouquecimento, angústia, desespero. Como eu, milhares de brasileiros cresceram sem consciência de diferenciação de cor, de pensar em mulher como ser inferior, de fazer questão de saber orientação sexual do outro. Isso é uma guerra que provoca implosão social, produzida pelos próprios membros da sociedade. A “única” luz que aparece como tendo a solução para resolver o conflito social é o Estado. Eis a questão: O NÓS CONTRA ELES favoreceu demais a determinados grupos e indivíduos protegidos atrás do Estado, sendo possível ainda hoje escutar partindo de alguns que o compromisso de cuidar de tudo é do Estado. Esse Estado, que vai resolver todas as questões, precisa que cada indivíduo esteja individualizado, desconfiando de tudo e todos, acreditando em perseguições e, não bastando tanta coisa ruim, desesperançoso. Em outras palavras, o NÓS CONTRA ELES é promovido por um Estado que tem a necessidade de ter uma sociedade esquizofrênica. Quem é esse Estado?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Srª Ministra Damares Alves.


Com um número expressivo de intenções em colocar sob grande destaque a Srª Ministra Damares Alves, acabei entrando em uma reflexão sobre ela.
Assistindo tudo que ela tem apresentado, após assumir a função de Ministra, encontrei informações que me fizeram recordar uma leitura muito especial que fiz anos atrás. Antes de escrever a reflexão sobre ela, deixo a leitura:
“...Hoje entendo bem o meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. (Amyr Klink)
Li essas palavras do Amyr Klink anos atrás, mas o tempo distante da leitura não me fez esquecer a sensação maravilhosa que tive. Ao concluir essa leitura, com perfeição lembro a sensação. Parecia que eu estava ganhando um presente extremamente valioso - algo que se estivesse à venda eu não teria recurso financeiro para comprar. 
Por que, afinal de contas, a Srª Ministra Damares Alves fez ressurgir essa leitura dentro de mim? Vou começar com a questão polêmica do recorte que fizeram no primeiro discurso que ela realizou como ministra. Recortaram a fala de “menino veste azul e menina veste rosa”, e em cima desse recorte parece ter existido intenção de transmitir a existência de uma possível ameaça de retrocesso. Bem, para ocorrer retrocesso a fala precisaria ser sobre algo que não existe mais na realidade. Só um exemplo (entre vários outros possíveis de pontuar) de que “menino veste azul e menina veste rosa” - que vem sendo muito praticado atualmente -, está na invenção atual dos casais em realizar também o evento chá revelação: se aparecer azul é menino, se aparecer rosa é menina. Pois é! Essa cultura do azul e rosa para definir menino e menina não foi extinta no período de Lampião e Maria Bonita. Essa cultura está na realidade – se está na realidade e estão afirmando ser retrocesso, as palavras do Amyr Klink serve como grande ajuda: “Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
No mais, em relação ao discurso sem recorte, realizado pela Srª Ministra Damares Alves, é possível perceber claramente que ela viveu como aluna, que ela viu com seus próprios olhos a realidade sangrando em cima de uma sociedade vivendo há anos sob governo de discursos legalizados. Aliás, por mencionar esse governo de discursos legalizados, acabei lembrando do relato de uma moça dias atrás. A moça estava dentro de um ônibus. Sentado ao lado dela estava um indivíduo que resolveu colocar o pênis para fora e se masturbar. Ela ficou revoltada diante da situação, começou a discutir em voz alta. Bem, no relato tive a impressão que a situação da masturbação acabou ficando menor em relação ao choque que ela teve ao perceber a indiferença em todos que estavam dentro do ônibus. Não houve nenhuma ação de ajuda para a moça. E isso pareceu ter feito ela sentir um estado de confusão por estar enfrentando uma realidade solitária tendo em vista a existência de uma vida coletiva na internet - onde governa os discursos legalizados. Está em evidência que a Srª Ministra Damares Alves tem o conhecimento sobre essa realidade, como muitas outras que já se encontram em nível alto de complexidade.
Refletindo aqui sobre a srª Ministra Damares Alves, acabei vendo surgir outra publicação sobre ela. Parece mesmo existir intenção de colocá-la sob grande destaque (polêmico). Coisas que estavam vindo na reflexão deram lugar ao que veio: sequestro. Pois é! A publicação traz a palavra sequestro. Parece importante levar em consideração que algumas palavras pesam toneladas. Então, pelo que pude perceber, a srª Ministra Damares Alves sempre foi uma figura pública, com atuação expressiva em ações sociais, o que mudou foi apenas a chegada de um título – o título de ministra. Tendo ela sempre estado nesse universo de figuras públicas, próxima de pessoas de valor significativo, influentes: colocar a palavra sequestro significa uma afirmação que no Brasil não há inteligência?

*foto: google

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Relatório: ONG Human Rights Watch


O que foi informado sobre o relatório da ONG Human Rights Whatch que li está registrado nessa página.

E aqui deixo uma reflexão da leitura que fiz da matéria:

Como podem “afirmar” estar funcionando a característica de autoritário no Presidente Jair Bolsonaro (“Durante apresentação do relatório, Roth citou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, entre os governantes conhecidos por práticas autoritárias (...)”), tendo em vista terem tido 17 dias de análise? Eu acho que apenas os indivíduos que estão com a mente funcionando precariamente devido a transtornos mentais, doenças graves, ou os que estão afetados pelo Alzheimer, não devem saber que esse governo iniciou no dia 1º de janeiro de 2019 (nesse ano). É uma liderança que será conhecida. Compará-lo a outros que estão mostrando suas lideranças há anos? Pois bem! Tivemos o que nessa afirmativa? A análise de um Sigmund Freud supersônico?  E se realmente houver no Presidente Jair Bolsonaro também a influência da característica autoritária: quem pode afirmar que um diálogo sensato não resolva questões necessárias? Parece importante levarmos em consideração que a fartura de conhecimento que trafega na superfície não tem o selo de garantia da existência de uma base na profundidade. 

A epidemia de violência doméstica apareceu no relatório. Obviamente, é necessário registrar em documento essa situação gravíssima que está ocorrendo na nossa geração.  Gravíssima mesmo! Agora, o que estão fazendo para tentar ajudar as mulheres? Porque faz tempo que tenho acompanhado essa horrenda epidemia, e o que tenho encontrado é um trabalho contínuo de formação para o sentido de tornarem as mulheres conhecedoras da Lei Maria da Penha. A questão é que nessa formação parece estar surgindo na mulher um acreditar que essa Lei é escudo, total proteção. Que eu saiba, o fato de terem criado lei contra roubo não fez desaparecer o ladrão. Que eu saiba, mesmo sabendo que existe lei contra roubo, o risco de ser roubado mantem funcionando naturalmente sistema de defesa. Eis a questão: onde estão campanhas alertando mulheres (e também homens) sobre risco com excesso de bebidas alcoolicas, uso de drogas lícitas e ilícitas, o cuidado que se deve ter com a realidade existente na questão das diferenças sociais, culturais? 

Superlotação do sistema carcerário. Anos atrás encontrei em relatos de pessoas que tinham membros da família com graves doenças mentais o desespero por ficarem sem poder contar com lugares que lhes prestavam atendimento específico, acolhimento. O desespero era devido a questão que por mais que as famílias fossem orientadas nas formas de tratamentos, conseguindo viver com esses membros em casa, algumas crises acabavam sendo muito sérias gerando a necessidade de internação. Eis a questão: encontraram e acusaram a existência de maus tratos em hospício, apresentando provas legítimas, e conseguiram por fim a esses lugares. Mas e agora? Será que nessa superlotação não está incluído a obrigação do sistema carcerário funcionar também como um lugar de internação? 

Sobre a comparação entre o número de civis que a polícia matou no Rio de Janeiro com o número de civis que a polícia matou nos EUA, não aparece qual é o significado da palavra "civil" para a ONG. 

Sobre os venezuelanos...