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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Relatório: ONG Human Rights Watch


O que foi informado sobre o relatório da ONG Human Rights Whatch que li está registrado nessa página.

E aqui deixo uma reflexão da leitura que fiz da matéria:

Como podem “afirmar” estar funcionando a característica de autoritário no Presidente Jair Bolsonaro (“Durante apresentação do relatório, Roth citou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, entre os governantes conhecidos por práticas autoritárias (...)”), tendo em vista terem tido 17 dias de análise? Eu acho que apenas os indivíduos que estão com a mente funcionando precariamente devido a transtornos mentais, doenças graves, ou os que estão afetados pelo Alzheimer, não devem saber que esse governo iniciou no dia 1º de janeiro de 2019 (nesse ano). É uma liderança que será conhecida. Compará-lo a outros que estão mostrando suas lideranças há anos? Pois bem! Tivemos o que nessa afirmativa? A análise de um Sigmund Freud supersônico?  E se realmente houver no Presidente Jair Bolsonaro também a influência da característica autoritária: quem pode afirmar que um diálogo sensato não resolva questões necessárias? Parece importante levarmos em consideração que a fartura de conhecimento que trafega na superfície não tem o selo de garantia da existência de uma base na profundidade. 

A epidemia de violência doméstica apareceu no relatório. Obviamente, é necessário registrar em documento essa situação gravíssima que está ocorrendo na nossa geração.  Gravíssima mesmo! Agora, o que estão fazendo para tentar ajudar as mulheres? Porque faz tempo que tenho acompanhado essa horrenda epidemia, e o que tenho encontrado é um trabalho contínuo de formação para o sentido de tornarem as mulheres conhecedoras da Lei Maria da Penha. A questão é que nessa formação parece estar surgindo na mulher um acreditar que essa Lei é escudo, total proteção. Que eu saiba, o fato de terem criado lei contra roubo não fez desaparecer o ladrão. Que eu saiba, mesmo sabendo que existe lei contra roubo, o risco de ser roubado mantem funcionando naturalmente sistema de defesa. Eis a questão: onde estão campanhas alertando mulheres (e também homens) sobre risco com excesso de bebidas alcoolicas, uso de drogas lícitas e ilícitas, o cuidado que se deve ter com a realidade existente na questão das diferenças sociais, culturais? 

Superlotação do sistema carcerário. Anos atrás encontrei em relatos de pessoas que tinham membros da família com graves doenças mentais o desespero por ficarem sem poder contar com lugares que lhes prestavam atendimento específico, acolhimento. O desespero era devido a questão que por mais que as famílias fossem orientadas nas formas de tratamentos, conseguindo viver com esses membros em casa, algumas crises acabavam sendo muito sérias gerando a necessidade de internação. Eis a questão: encontraram e acusaram a existência de maus tratos em hospício, apresentando provas legítimas, e conseguiram por fim a esses lugares. Mas e agora? Será que nessa superlotação não está incluído a obrigação do sistema carcerário funcionar também como um lugar de internação? 

Sobre a comparação entre o número de civis que a polícia matou no Rio de Janeiro com o número de civis que a polícia matou nos EUA, não aparece qual é o significado da palavra "civil" para a ONG. 

Sobre os venezuelanos... 



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Result Elections 2018

On October 7, 2018, the Brazilian people opted to do the same thing that appears in this clip, from 3:01 to 3:20. Some politicians have managed to escape this first cleanup - that does not mean they will be free from their illicit decisions.
The hope is that the new elected politicians will have the maturity to make the necessary changes, including the return of security. Brazil is a beautiful country!



sábado, 30 de junho de 2018

1º Campeonato Churrasco, em Monte Sião-MG

Para os apreciadores do churrasco, a possibilidade de passar pela experiência de num mesmo lugar encontrar 12 equipes em busca do título de melhor churrasco do país... Nossa! Sensacional!

domingo, 10 de junho de 2018

Início da internet (Fake News, os políticos e a imprensa. William Waack comenta)

Tenho 46 anos. Com essa idade, é possível a percepção de que eu sou da geração que lidou com o surgimento do celular, internet, e tudo mais que veio após – num ritmo de evolução acelerado. Pois é! É uma realidade absurdamente diferente da do meu netinho, que hoje com 3 aninhos já sabe mexer em celular melhor do que eu.
Pois bem! No período que iniciou o uso dessas ferramentas tecnológicas, por ser cidadã do interior, houve um espaço de tempo maior para ter o acesso. Ou seja, os habitantes das capitais lidaram primeiro com o advento tecnológico. Então, já usando o celular, mas sem fazer a mínima ideia de que tinha iniciado também a internet, certa vez, conversando por telefone com um vendedor em SP (capital) escutei: “Eu te mando por e-mail.” Levei um susto! Respondi: “O que é isso?” Aí fiquei sabendo que isso era algo chamado internet. Como seria antes, de acordo com a realidade sob a qual cresci conhecendo? A pessoa diria: “eu te mando por correio”, ou, “eu te mando por fax”.
Ok! Pela necessidade, também passei a conviver com essa ferramenta de comunicação e informação. Eis a questão: a forma como podia ter acesso a internet era através de ligação – que a cada minuto de uso eu pagava a operadora de telefonia fixa o valor de uma ligação interurbana. Sinceramente, cada vez que precisava acessar a internet ficava contando os minutos no reloginho que fica no computador, pois para mim dinheiro nunca caiu do céu. Bem, eu sei é que passando a usar internet para também ter o tal e-mail, não demorou muito para surgir outra dúvida. Eis que já tendo meu endereço de e-mail recebi um assunto em que a pessoa escreveu: “vou ficar no webmail aguardando sua resposta”. Quando li isso, não entendi bulhufas. Chamei um técnico de informática, mostrei o assunto no e-mail, e disse: “Essa pessoa está aguardando minha resposta dentro desse lugar chamado webmail. Eu preciso mandar a resposta pra ela. Que lugar é esse?” O técnico me respondeu que o único webmail que ele conhecia era o e-mail. Ufa! Como foi difícil para mim entender... Essas situações estão na lista de inúmeras outras que precisei lidar com a dúvida em razão da novidade chamada internet – a qual tive necessidade de me submeter (refiro-me a necessidade, pois quando é questão de desejo eu posso decidir, controlar). Um detalhe para esse mundo atual que parece ter formado uma consciência do saber tudo: eu não tive o privilégio de nascer sabendo tudo. Por conta disso, nessa realidade com contínuas mudanças, mais o que me é necessário em relação a trabalho, todo santo dia continuo aprendendo algo novo - que no dia anterior eu não sabia.
Então, retornando ao período inicial da internet. Como se não bastasse a enorme dedicação para aprender o que me era novo, o sofrimento por ter que pagar caro pelo acesso, eis que vi surgir também aborrecimento com o tal do compartilhamento.
O que percebi é que pela abertura para a comunicação com um público maior, sem a necessidade de lidar com o limite (imposto diante da pessoa física), não precisando enfrentar a dificuldade de lidar diretamente com a emoção pela questão da sensação de distância, eis que a minha caixa de e-mail (que nessa altura eu já tinha o conhecimento que também podia ser chamada de webmail) recebia direto inúmeras correntes, PPS´s, vídeos, e no etc e tal de chatices apareciam também “notícias falsas”. Pois é! Na atualidade, autoridades podem promover o “Fake News” para ocultarem a incompetência de não terem resolvido a situação crítica no início. Para melhor entendimento, basta escutar o que disse o jornalista William Waack: “Fake News é um nome novo pra coisa velha...” E que tal um resumo dessa ópera? Talvez podemos dizer que "Fake News" é realmente um nome novo para fazer o público jovem e os desatentos da minha geração acreditarem ser mais uma coisa nova. Mas a realidade? A realidade mesmo? É que não é!
A propósito, lembro de uma conversa por e-mail que tive com um amigo, no período inicial desse meio de comunicação (internet), sobre essa situação de "notícias falsas":  
Recebia de várias pessoas conhecidas vários e-mails com "notícias falsas". Fazia o quê? Pelo enorme compromisso sobre a minha “cacunda”, lia e apagava aquelas porcarias! Só que certa vez recebi um e-mail com “notícia falsa” de um amigo que eu sabia ter uma caráter muito sério, que era uma pessoa voltada para o bem, podendo ser considerada bacana. Não resisti em esclarecer a situação... Respondi o e-mail solicitando a fonte, dizendo a ele que não havia conseguido encontrar. Ele me respondeu que não tinha fonte. Simplesmente recebeu o e-mail e encaminhou para todos da sua lista de contato. Aí respondi, ao ataque que vi ocorrendo com uma empresa cujo produto alcançou expressivo sucesso no mercado consumidor: “Imagina quantas pessoas deixarão de consumir esse produto ao lerem essa "notícia falsa"? Imagina o que o dono dessa empresa deve ter suportado de complicado nessa vida para conseguir chegar onde chegou? É justo com ele? É justo com todas as famílias que estão tendo sua renda através da venda desse produto?” Ele me respondeu: “Eu não tinha pensado nisso! Foi errado o que fiz!” Pois é! Esse “errado o que fiz” acontecia direto - se tornando comum. Inúmeras vezes era compartilhado pelos que tinham e-mail "notícias falsas" com dezenas de outros e-mails. Dezenas que compartilhavam com outras dezenas, e assim sucessivamente. Alguns não enviavam o compartilhamento no “cópia oculta”, ou seja, os endereços de e-mails apareciam no “para” ou “cópia” dando pra contar o número de pessoas que haviam recebido a “notícia falsa”. Era só usar nossa ferramenta natural, que tem o nome de consciência: se 10% dos que recebiam o e-mail com "notícia falsa" compartilhavam, e 10% dos que recebiam desses 10% compartilhavam também, e 10% seguiam no mesmo comportamento... Seria possível contar o número de pessoas que tinham lido aquela "notícia falsa" em um só dia? Que prejuízo isso podia causar para pessoas que não fizeram outra coisa nessa vida a não ser deixarem de lado suas próprias dores para enfrentarem inúmeros desgastes na tentativa de conquistar algum benefício não apenas para si e sua família, mas também para outros? O grande esforço, extrema dedicação, de comerciantes, empresários, industriais, todos sabem, acaba privilegiando também cidade, estado, país.
Pois é! No período em questão, as "notícias falsas" eram vorazmente voltadas para produtos de empresas que já tinham alcançado sucesso. Mas que importância tinha o “pão que o diabo amassou com o rabo” comido por quem suportou na vida enfrentar duros desafios para ter seu próprio negócio? Vamos ser realistas, não havia necessidade de QI privilegiado, inteligência sofisticada, para perceber que o mal que estava nascendo ia crescer. Bastava apenas ter dentro de si ingredientes que mantém a sobrevivência da espécie humana: compromisso com a vida, empatia, reconhecimento, ética na interdependência, compaixão.

Fake News? Com todo respeito a língua que conquistou a posição universal, aqui é o Brasil. Temos como idioma a língua portuguesa (que aliás, cá entre nós, tem uma riqueza difícil de alcançar). No Brasil, o que estamos tendo são "notícias falsas" que vem causando transtornos, prejuízos, desde o período inicial da internet. E-mail é coisa do passado? Queridos(as), tudo que vi no período do contato só por e-mail, estou vendo acontecer nesse período do Whatsapp. O que está parecendo diferente atualmente é que sob o gigantismo da evolução tecnológica o ciclo da vida humana pode ter entrado em um estado de involução. 
Deus abençoe a todos!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Social democracia européia sem vergonha. William Waack comenta.



Eu guardo com muito carinho essa mensagem do navegador Amyr Klink: 
“...Hoje entendo bem o meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
Certa vez, por curiosidade, fui olhar a lista com os nomes das pessoas que recebiam o benefício do programa Bolsa Família na cidade que moro. Absurdo o que encontrei! A situação evidenciava a intenção da “compra de voto” (permanecer no poder dando dinheiro de trabalhador para um número absurdamente elevado de pessoas/eleitores que não desenvolveram noção do pensar o valor de uma Nação).
Eis a questão, é possível para o indivíduo, de todas as classes sociais, conseguir diminuir o nível de estupidez também orientado pela ideia que nos passou o navegador Amyr Klink: não seja professor, doutor, do que não viu, não sabe, não conhece. A decisão que esses senhores - mencionados pelo jornalista William Waack - tiveram, parece ter partido do que imaginam, em outras palavras, parece que não viajaram por sua conta, mas por meio de histórias, imagens, contos... Agora, se eles viveram escondidos as últimas décadas no Brasil vendo tudo o que afirmam...Eles precisam revelar a cidade que estavam.
Detalhe: é possível para qualquer leigo entender que a Justiça no Brasil está revelando e resolvendo crimes, e não ideologia, desgostos, etc e tal de questões subjetivas.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

É preciso educar para a esperança


Zilda Arns - "É preciso educar para a esperança"

QUEM É 
Viúva e mãe de cinco filhos, tem 73 anos. Nascida em Forquilhinha, Santa Catarina, tem 12 irmãos. Cinco deles seguiram a vida religiosa, entre eles o arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns

O QUE FEZ 
Pediatra e sanitarista, é fundadora das Pastorais da Criança e da Pessoa Idosa, programas sociais que já ajudaram mais de 2 milhões de pessoas


Como despertar a generosidade nas pessoas? 
Marianna Costa, Vitória, ES


Zilda Arns – Com educação, que deve ser dada de forma integral. Não educar só para as matérias acadêmicas, mas também para os valores culturais, como a amizade, a responsabilidade e a esperança. A primeira infância é onde se fixam os valores culturais muito fortemente. Se a mãe gestante amamenta o filho, acaricia-o, canta, reza, demonstra seu afeto, a criança se cria para a fraternidade e o amor. Ela aprende a conviver. Há uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde que associa os maus tratos a crianças menores de um ano à violência e criminalidade. Temos de educar a família para cuidar muito bem do primeiro ano de vida. Tratar bem deste período é fundamental para a mudar o quadro do Brasil. Devemos também ensinar que as crianças têm obrigações na vida. A melhor forma é promover o esporte, a música e as artes. Essas atividades ensinam à criança que ela não pode fazer o que vem à cabeça. É preciso seguir as regras para ganhar. A criança se educa para os limites. Ela aprende a jogar junto, a ganhar, a perder. Estas atividades as fazem entender o valor do esforço. 

Como a senhora teve a idéia de criar a Pastoral da Criança? 
Simone Neckel, Itapiranga, SC


Zilda – A Pastoral nasceu quando meu irmão Don Paulo (Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo) me telefonou em 1982 e contou uma conversa com o então Secretário Executivo do Unicef, James Grant. Grant disse a ele que a Igreja poderia salvar milhões de crianças se ensinasse a preparar o soro caseiro. Na época eu estava muito influenciada por uma ata da Organização Mundial da Saúde que pregava a descentralização dos serviços de saúde. Fiquei entusiasmada após Don Paulo me contar a sugestão do secretário e passei a noite imaginando como criar uma ação social que tivesse como foco a ação na comunidade. No dia seguinte, Grant ligou para o Unicef pedindo que me chamassem na sede da entidade em Brasília. Mostrei meu projeto e eles ficaram animadíssimos. Por coincidência, estava acontecendo em Brasília a reunião do Conselho Permanente da CNBB. Fui falar com os membros e eles concordaram em apoiar o trabalho. Começaria apenas na Diocese de Florestópolis, Paraná, porque a Igreja não estava acostumada a lidar com trabalhos sociais como este. Depois de um ano, os resultados vieram e comprovaram o sucesso do projeto. De 127 mortes por cada grupo de mil crianças, a taxa de mortalidade passou para 28 por mil. 



“Somos contra o aborto. Ensinamos um método natural de contracepção que calcula os dias férteis da mulher usando um colar”


Muitos médicos não acreditam que a farinha multimistura (que usa partes de alimentos não aproveitados, como cascas de ovos, para combater a desnutrição) seja enriquecida. O que a senhora acha? 
Priscila Neves, Conselheiro Lafaiete, MG

Zilda – Quando criei a Pastoral, tínhamos comunidades onde mais da metade das crianças era desnutrida. Criamos a multimistura – que usa folhas verdes escuras, grãos, gergelim, girassol, pupunha, amendoim, soja, casca de ovos – para enriquecer a alimentação. Mas o grande fator na recuperação de milhares de crianças foi o trabalho realizado com as mães. A multimistura era o mote, mas a visita da líder comunitária à família foi determinante para recuperar os desnutridos. As mães passaram a lavar as mãos, a vacinar seus filhos, aprenderam cuidados básicos. A desnutrição não é um problema apenas de alimentação. É resultado, em primeiro lugar, da ignorância das mães.


Como é a atuação da Pastoral da Criança? 
Antônio Sebastião Neto, Uberaba, MG

Zilda – A Pastoral segue a metodologia que Jesus usou para repartir os peixes e os pães. A distribuição dos alimentos foi realizada entre pequenos grupos. Assim também faz a Pastoral. Em segundo lugar, como disseram os discípulos: “Dai-vos a vós mesmos de comer”. Em vez de pães e peixes, ensinamos às famílias e aos líderes comunitários os cuidados básicos para a prevenção de problemas. É a multiplicação das informações e da fraternidade. Jesus também pergunta, no Evangelho, se todos estavam satisfeitos. Isso representa um sistema de informação que retorna à comunidade com outros conhecimentos e estímulos. A Pastoral faz com que a comunidade seja capaz de cuidar de si própria por meio da multiplicação dos conhecimentos e dos cuidados básicos de saúde, higiene e alimentação.


Como tornar eficaz uma ação social? 
Carolina Braga da Rocha, Fortaleza, CE

Zilda – Em primeiro lugar é preciso ter objetivos definidos. Acredito também que deve ser feita com voluntariado, porque não há dinheiro que chegue quando se contratam pessoas. O voluntário também tem a vantagem de trabalhar por amor, por generosidade. Deve-se começar com um pequeno projeto, mas com grande qualidade e capacidade de mostrar resultados. No caso da Pastoral, o ponto-chave foi a capilaridade da Igreja e a atuação do líder comunitário.


Como a senhora acha que os empresários poderiam contribuir para um país digno? 
Branca Englender, Rio de Janeiro, RJ

Zilda – Com responsabilidade social das empresas. As grandes empresas devem montar projetos em comunidades carentes. Muitas vezes uma escola precisa de melhora nas instalações, uma biblioteca precisa ampliar o acervo, e isso pode ser patrocinado por empresas. Elas podem disponibilizar profissionais para atuar nas comunidades, ajudar na capacitação profissional dos moradores de áreas carentes. As pequenas empresas também podem ser úteis com ações pontuais. Elas podem atuar em projetos sociais doando material de limpeza, transporte, alimentos. Os empresários têm de olhar o que existe com potencial para melhorar e fortalecer o que já existe. E já é sabido que responsabilidade social dá retorno enorme ao negócio.


Qual é a posição da Pastoral da Criança em relação aos contraceptivos? 
Zilma Martins Chaves, Santo Antônio da Patrulha, RS

Zilda – Respeitamos a escolha do casal. A Pastoral é contra o aborto e ensina um método natural que calcula os dias férteis da mulher usando um colar. É um método testado com bons resultados e fácil de ser usado por mulheres sem instrução.


Como é viver a velhice neste país que acreditava ser eternamente jovem? 
Beltrina Côrte, São Paulo, SP

Zilda – O idoso no Brasil está muito esquecido. É ele quem, muitas vezes, mantém os filhos, mas o laço social muitas vezes é apenas o interesse pela renda. Há também idosos da classe média que se sentem abandonados. Não lhes falta comida, mas carinho, atenção, afeto. A Pastoral da Pessoa Idosa trabalha com 114 mil idosos, que são visitados mensalmente por voluntários capacitados. Ensinamos sobre alimentação, exercício físico, bem-estar. Com as visitas, as famílias percebem no idoso uma fonte de sabedoria e lhes dão a oportunidade de participar, ensinar e difundir valores culturais.


O governo se esconde atrás do Bolsa-Família para não precisar mais investir no social? 
Ana Carolina de Albuquerque, João Pessoa, PB


Zilda – Não. O Bolsa-Família é positivo porque exige que a criança vá para a escola. O grande problema é a má qualidade da maioria das escolas. O que se deve fazer com urgência é um ensino integral, com música, artes e esportes. Sai mais barato que reparar os danos depois, com investimentos em polícia. É preciso dar a oportunidade de a criança criar seu futuro. 

O que a senhora acha da saúde pública hoje no Brasil? 
Cláudia, Itanheém, SP 

Zilda – Eu acredito que o Sistema Único de Saúde é o melhor sistema existente. Ele é descentralizado, chega até as comunidades e possui vários níveis de complexidade. O que falta para ele funcionar bem é termos mais recursos, valorizarmos a prevenção das doenças e termos uma boa gestão da saúde. Sem isso, teremos cada vez mais gastos no setor. Mas o Brasil vem evoluindo bastante nesta área. Em 1977, a mortalidade infantil era de 80 por mil e a média de filhos por mulher em idade fértil era de 5,6. Hoje a mortalidade está em torno de 24 por mil e a média de filhos é de 2,7. Com a descentralização e municipalização do SUS, os prefeitos estão cada vez mais conscientes de seu papel na saúde. Mas também é preciso acabar com as politicagens no setor. O caos que existe se deve à falta de organização na aplicação das verbas. Além disso, temos que valorizar mais os funcionários do SUS. Que eles sejam bem preparados e remunerados adequadamente. Um médico que ganha menos de R$ 5 por consulta tem de correr em muitos serviços para sobreviver. 


A senhora vê mudanças na família brasileira? 
Jânio Morais, Belém, PA 

Zilda - A pastoral da criança trabalha com todos os tipos de famílias. Vejo que a família mudou, mas ainda é o núcleo mais forte que existe no mundo. Seja composto por mulheres, homens, não importa. Muitos males acontecem porque este núcleo está desestruturado. Mas eu não diria que a família está perdendo seus valores. Eles ainda existem, mas estão confusos. Na hora em que a família é chamada para o carinho e o amor, a esperança se desperta. Temos que celebrar as boas relações, as manifestações de afeto. Elas dão a segurança. E temos também que levar em conta que os bens saem da família. Então a política pública que melhorar a família e o contexto familiar e comunitário é uma medida que vai dar certo. E o resultado será visto na vida familiar mais harmônica. 


Qual o papel da mulher para o Brasil do século 21. 
Maria Clara Fonseca, Campo Grande, MS 

Zilda - O papel da mulher é essencial. Em primeiro lugar porque ela tem a primeira infância (de 0 a 6 anos) nas mãos, e primeira infância é a base da estruturação da vida de uma pessoa. Em segundo lugar, porque a mulher tem uma visão difusa. Ela tem uma visão social coletiva, enxerga a necessidade da oportunidade para todos. As mulheres são mais firmes nas políticas públicas, lutam por elas, se atiram. Já os homens são cautelosos. Para ilustrar, temos mais de 270 mil voluntários na Pastoral da Criança só no Brasil. Destes, 92% são mulheres. Elas interferem na comunidade e se sentem bem atuando como voluntárias. Se nós educamos uma mulher, educamos gerações inteiras. E hoje temos pesquisas que demonstram que quando a mulher é analfabeta, a mortalidade infantil é de 90 por mil. Se ela tiver até quatro anos de ensino, a taxa já diminui para 70 por mil, e assim por diante. A educação da mulher, portanto, é capaz de transformar não só a vida dela, mas a da família. A mulher tem o poder de melhorar os indicadores sociais do Brasil. 



Que mensagem a senhora deixa para aquelas pessoas que ainda não perceberam que a colaboração pode mudar a sua comunidade, seu bairro ou município? 
Marlúzia Maria Pessoa, Natal, RN 

Zilda - Quem doa para uma entidade séria, pode estar seguro do bom emprego de sua doação. Essa pessoa está contribuindo para a mudança social, para um mundo mais justo a serviço da vida e da esperança. 

Voluntariado é tão bem-vindo quanto doações. Os voluntários participam das transformações e se transformam eles próprios, passam a ver o mundo de outra maneira. Não se enganem, uma gotinha no oceano faz, sim, muita diferença.

Fonte: Época

Doutora Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe (Haiti), em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 15 religiosos de Cuba, o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe :´(. Fonte: wikipédia

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Operação Lava Jato *.* Delatores (reflexão)


Eu acho que a letra da música Moleque Atrevido, de Jorge Aragão, abraça todos os setores. É muito fácil compreendê-la. Entre inúmeras pérolas, essa é uma: “Não se discute talento, nem seu argumento, me faça o favor, respeite quem pode chegar onde a gente chegou.”
O Brasil não começou a existir a partir de 2003, como parece ter sido a crença do Partido Político que assumiu o poder.
O que parece ter iniciado, a partir do momento que assumiram o compromisso, foi a verdade relativizada por ser subjetivada em quem se auto intitulou como líder absoluto. Essa situação acontecendo na vida de pessoas comuns, o conflito ocorre no micro... Não é difícil solucionar. O problema é um líder (de nível elevado, forte expressão) transmitindo o modelo da verdade subjetiva como ideal para funcionar no macro.
Como acontecer desenvolvimento em um lugar que já chegou na verdade? Não tendo mais verdade para ser buscada, pra que sair do lugar?
Parece que entra em questão agora a obrigação de enfrentar muitos sofrimentos pelo modelo aplicado e expandido. Cada um falando a verdade. Quem está certo? Todo mundo?
Relativismo da verdade, do caráter...

Eu tenho um tio que marcou com a expressão: "cá que eu sei como eu tô!". Vez ou outra meu pai diz o mesmo... Eu vou usá-la, mas de outra forma:  "cá que eu sei como é difícil lidar com os mistérios!"

Que Deus abençoe a todos!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Bala perdida - um nome para a morte

Nenhum cenário desaparece da nossa mente. A consciência pode até, por questão de preservação, não conviver com experiências vividas no passado, mas o cenário fica guardado.
No dia-a-dia da nossa realidade, algum elemento pode despertar o que vivemos no passado. Retornamos ao ponto, a nossa consciência reproduz a cena... Parece que nos tornamos espectadores da nossa própria vida. Na realidade, não estamos mais no cenário, mas nos vemos nele.
Nesse momento me vejo anos atrás, deitada em minha cama, assistindo uma reportagem sobre o conflito na Faixa de Gaza. Vejo o repórter entrevistando uma palestina. A moça tinha (ou tem - caso não tenha morrido ainda) cidadania brasileira. Ela morou no Brasil (RJ). Lembro-me do repórter questionando o porquê dela, tendo cidadania brasileira, preferir ficar naquele ambiente “de guerra”. A moça respondeu que se ela morresse lá seria por uma causa. No Brasil ela corria o risco de morrer por nada.
Um dos privilégios que a raça humana pode ter é o de nomear também o sentido. Ou seja, nomeia-se até a morte. Morreu de quê? Morreu de velhice, de câncer, de acidente, de febre amarela, de dengue, enfarte, no combate a causa pela liberdade, pela democracia, na disputa por territórios, etc.
No Rio de Janeiro, parece que nomearam como “bala perdida” uma nova forma de morte. Ok! Há um nome: “bala perdida”. E o sentido? Por que o excesso dos tiros sem motivo aparente? Qual é a causa? Puxam o gatilho simplesmente por puxar por quê? 
Entristecida por saber de vidas perdidas por “bala perdida”, a consciência me trouxe o que havia guardado. Lembrei o que disse a palestina: nada. O complicado é que nada é nada! Nada não existe! Nada não se resolve.
Difícil! Parece que estamos com um número expressivo de pessoas adultas sem nenhum domínio do que é imaginado, fantasiado, que não foram privilegiadas com
recurso para lidar com o limite.
Sandra Valeriote

domingo, 6 de novembro de 2016

Águas de Lindoia-SP

Uma passagem rapidinha que fiz em Águas de Lindoia-SP.
Nesse Brasil que é fantástico, pude ver mais um lugar encantador. 
Não resisti em fotografar alguns detalhes, pelo valor de imprimir algumas memórias. 
 *****
Capivaras




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 Na Fazenda Morro Pelado, entre a variedade de bichos, uma simpática Avestruz

 *
Uma Capela lindinha...
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 Pássaro Tico-Tico
 *
Pássaro Noivinha 
(Não tenho certeza se é o pássaro Noivinha. Pode ser o pássaro Viuvinha)
*****
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Almocei no restaurante Chic Chopp - Rua Rio de Janeiro (gostei! :)) 
Detalhe: Para quem não conhece, o lugar não é privilegiado apenas com bichos. É que fotografar bichos, flores, paisagens, é uma prazer que tenho... rsrs.