“O mais tolo erro que poderíamos cometer seria permitir que
um povo subjugado tivesse armas. A história mostra que todos os conquistadores
que permitiram a posse de armas pelos povos subjugados prepararam sua própria
queda.” Adolf Hitler, édito de 18 de março de 1938.
É impossível tirar fora da 2ª guerra mundial, do nazismo, o
personagem [ditador] Adolf Hitler. E como é possível perceber, através do édito de 18 de
março de 1938, ele revela o que descobriu historicamente levar para a derrota aqueles
que dominam um povo. Segundo ele, permitir a posse de armas significava o mais
tolo erro.
Parece muito importante levar em consideração a menção que
ele faz a “povo subjugado” – que significa literalmente um “povo dominado”. Se
no Brasil o interesse maior é viver e desenvolver o modelo de governo
democrático, isso nos leva a crer que não faz sentido algum a existência de
um povo dominado. Em outras palavras, sob o democracia o indivíduo deve ser livre
para cultivar os seus próprios interesses. Isso significa não ficar submetido a
indivíduos com intenção de ficarem no poder indefinidamente: como já se
estabeleceu em Cuba, Coreia do Norte, parece que estão tentando a todo custo
fazer o mesmo na Venezuela. No mais, por mais que indivíduos no governo
contemporâneo sinalizem não terem intenção de dominar o povo, essa realidade não
deve cair na ilusão de eternidade. Quem serão os próximos a assumirem o governo
depois que essas pessoas morrerem?
Bem, entre líderes desarmamentistas, é possível encontrar
não tão distante na história da humanidade o Pol Pot (comunista). Talvez, não
seja possível saber se ele se deu ao trabalho de estudar a história da
humanidade ou simplesmente seguiu a orientação do Adolf Hitler. O que se sabe é
que ele conseguiu desarmar o povo e o Khmer Vermelho exterminou, segundo
historiadores, entre 1,5 e 2,5 milhões de cambojanos (cerca de 25% da
população).
A meu ver, é muito bacana, e até saudável, sonhar com
fraternidade, irmandade, paz, e realizar [pequenas que sejam] ações para essa
finalidade. Mas, parece imprescindível ter o cuidado para que o sonho não submeta a
realidade da vida. Não tem como fazer desaparecer da vida o ódio, a ganância, a
inveja, a vaidade, o desejo pelo poder, o desejo em ser amado/idolatrado.
Enfim, para contribuir com a questão, eis dois filmes
interessantes para assistir:
- Os Gritos Do Silêncio.
- First They Killed My Father (primeiro eles mataram meu pai)
Detalhe: No Brasil, o estatuto do desarmamento foi rejeitado
pela sociedade: uma clara evidência do desejo de compartilhar com o Estado o
compromisso de cuidar da própria vida. Porém,
o ex presidente Lula não concordou com a decisão do povo, mantendo o
desarmamento.
“Toda vantagem obtida no passado é julgada à luz do
resultado final.” Demóstenes
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