Temos dois estados cujas capitais mantém acesa a ideia de serem mandatárias: SP e RJ. Desses dois lugares partem questões econômicas, modismos, estimulando o resto do país a viverem o que desejam, precisam. Até aqui tudo bem. Isso é produto da História. A questão é que hoje temos milhões de pessoas concentradas nesses dois lugares vivendo também realidades sociais problemáticas. Obviamente, na internet, o ruído dessas milhões de pessoas sobressaíra fazendo “parecer” que estão todos no Brasil vivendo e precisando do mesmo.
Segundo dados no google, na capital de SP (2018) temos 12.18
milhões de pessoas, e na capital do RJ (2010) tínhamos 6,32 milhões (pelo
tempo, possivelmente, o número cresceu). Na internet, um município com 10 mil
habitantes, ou 100 mil, ou 180 mil, terá sua realidade na sombra. Pois, cada
município vive sob algum tipo de realidade, então não haverá forte expressão de
uma só questão. Para o Congresso Nacional o que pesa é a demanda da maioria?
Ok! Só que não temos na questão “conflito que aparece na internet” a maioria da
população brasileira. Se nessas capitais está aparecendo a triste necessidade
de interferência na liberdade individual, a questão é pontual. Ou seja, o mesmo não deve
ser pensado para o resto do país, não deve ser aceito pelos milhões de brasileiros
que estão espalhados pelo gigantesco Brasil.
Então, do ponto de vista histórico, a capital do RJ se desenvolveu de uma forma? Beleza! A capital de SP se desenvolveu de uma forma?
Beleza! Brasília-DF se desenvolveu de uma forma? Beleza! Agora, o resto do país não é
obrigado a consumir os problemas gravíssimos que surgiram na forma que cada
lugar desenvolveu. Em outras palavras, o que é do conhecimento na ponte aérea
RJ x SP x Brasília é questão existencial, não a realidade de todo o Brasil.
Enfim, uma coisa é o dever de estimular todos, ou mesmo
precisar forçar uma exigência em todos, a ter e promover o respeito, a
solidariedade, a compreensão, outra coisa é obrigar todos a se curvarem para graves conflitos sociais, formas de culturas, que não lhes pertence. E "direito democrático", o mínimo que qualquer um estudou sobre o modelo encontrou claramente revelado que "é o direito de cada um cultivar os seus próprios interesses". Coisa de seguir teoria, cartilha, ideologia, isso já parte para a experiência existente em religião, ou outro tipo de modelo político.
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