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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Chicungunha (chikungunya)


Na cidade que moro, há pouco tempo, teve surto de chicungunha. Me chamou atenção a região  atingida. Por conhecer o antes e depois do espaço territorial urbano, que passou por transformação nos últimos anos após a emancipação político-administrativo, eu sei que onde o surto afetou era o lugar onde se formava uma grande lagoa (o local onde as águas das chuvas ficavam paradas por muitos dias). Foi um local vendido para loteamentos. Teve a infraestrutura: aterramento, encanamento, iluminação, e, por fim, inúmeras construções surgiram se integrando a cidade. A impressão é que toda a infraestrutura não alterou o que é da natureza. Ou seja, onde era o habitat natural dos mosquitos, permanece sendo, independente das barreiras que surgiram.
Às vezes, parece que uma situação serve para acentuar a confirmação de algo. A meu ver, uma situação assim confirma o valor de se proteger a História, mantendo-a muito bem registrada. Parece muito importante delimitar os lugares que antes eram usados pela natureza: no sentido de servirem para as águas ficarem paradas até secar de forma natural, e que se tornaram terrenos para habitação humana. Talvez, seja importantíssimo o combate intenso contra o mosquito da chicungunha nessas áreas. Como os mosquitos não tem como migrar para áreas secas por sua sobrevivência depender da água, existe a possibilidade de destruir bastante essa coisa medonha.
Os relatos que escutei dos que foram contaminados pelo vírus da chicungunha são iguais:
Todos estavam realizando suas tarefas tranquilamente. Deitaram (uns deitaram para um simples descanso, e outros deitaram para o sono da noite). Quando foram levantar, assim que colocaram os pés no chão sentiram uma dor terrível. Fizeram um esforço descomunal para conseguirem caminhar. Ao tentar pegar algo, sentiram total falta de domínio das mãos. A dor se espalhou pelo corpo. Febre. Inchaço. Dor, dor, muita dor. Descamação da pele. De todos que escutei, somente um disse que após 7 dias a dor passou e não sentiu mais nada, todos os outros estão tendo recaídas. Um dia estão bem, no outro a dor retorna. O que se vê são pessoas assustadíssimas com a intensidade da dor que sentiram, e, devido a situação de um dia estarem bem e no outro  tendo que suportar desconforto da dor, preocupadíssimas por não saberem quando a situação passará de vez...
Saber que um mosquitinho causa um estrago terrível como esse, e que não tem como curar: complicado! 


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