Tempos atrás comprei um livro pela internet. O livro estaria vindo para mim do sul do país (eu sou do sudeste). Pois bem! Vi chegar um outro livro. Entrei em contato por telefone para comunicar o erro que tiveram no envio. Durante a conversa, escutando o sotaque da atendente achei algo estranho. Eu pensava: "A livraria está no sul, mas esse sotaque e o jeito de tratar é do mineiro. Será que liguei para o sul e o telefonema foi desviado para Minas?" Acabei perguntando para a moça de onde ela era. Resposta: "Eu sou de Belo Horizonte (Belorizonte)! A editora era de lá, na mudança para o sul veio uma turma junto (...)".
Pois é! No Brasil, na base da nossa identidade está marcado a diferença. Temos a diferença como um meio para nos identificar. Vivemos de forma natural o que é da nossa identidade, porque está na base: a diferença. Essas tentativas que surgem de colocar tudo igual atropela, fere, a nossa soberana identidade.
Eu acho que daria até para superar a aparência feia [pra caramba] dessa placa mercosul, mas superar a decisão do desaparecimento das identidades encontradas nas placas - "cidades-estados" - será mais um desafio extremamente dolorido...
Lidar com a diferença através do visual está se tornando cada vez mais complexo. O jeito é alimentar a esperança para não tentarem desconstruir também os sotaques, características específicas de cada região.
É simplesmente lamentável o tipo de defesa que cria algo novo para escapar do compromisso de resolver um mundo de situações de extrema necessidade-de serem resolvidas: estradas [de elevada importância] em estado precário - causando atrasos, imensos prejuízos; IPVA sugerindo retorno ao uso da charrete (uma coisa é o indivíduo saber que veículo gera despesa, outra coisa é ser covardemente explorado no seu desejo,na sua luta, de ter um meio de transporte próprio)... e por aí vai...
É meu amado BRASIL, dos filhos desse solo você precisa mesmo ser uma mãe gentil.
Deus abençoe a todos!
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