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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Série: da janela de casa XII

 Caga-Sebo (?)
 De acordo com a informação apresentada no site Wiki Aves, esse passarinho possui uma variedade de nomes. Se ele estiver no espaço que me encontro escutará pessoas chamando-o de Caga-Sebo. Se, por acaso, ele decidir conhecer o sul do país, escutará pessoas chamando-o de Papa-Banana ou Sebinho.  Agora, se ele for um pássaro que goste muito de viajar, decidindo conhecer outras regiões, como a do Maranhão, por exemplo, aí, nessa, ele escutará pessoas chamando-o de Sibito-de-Manga.
Bem, mas é possível, entre essa espécie, existir os que não são dados a longas viagens, privilegiando a permanência numa região apenas. Dessa forma, esses, ficarão tranquilinhos escutando um só nome. Hummm... Não é bem assim! Segundo a informação do site, no Rio de Janeiro ele recebe nomes como: Chupa Mel, Mariquita, Chiquita. Nesse caso, como a região que me encontro (a qual nasci e fui criada) está no estado do Rio de Janeiro, o certo seria conhecê-lo por algum desses nomes (que nunca ouvi falar), e não como Caga-Sebo, que é o nome conhecido quando ele está [lááááá] no interior de São Paulo (lugar que não conheço), que, aliás, lá também, é informado na matéria, tem o nome de Cabeça-de-Vaca. Quer dizer, o coitadinho, dentro de uma só região escuta nomes diferentes. 
Chiiii, complicou: será mesmo coitadinho? Será?! Acho que não! Aqui é Brasil! Um Brasil que, diga-se, foi muito bem cantado por Ary Barroso (Sandália de Prata): “isso aqui ô ô é um pouquinho de Brasil iaiá, deste Brasil que canta e é feliz...”
Pois é. Talvez, já que o passarinho não questiona essa situação de receber tantos nomes, um forma de viver tranquilo nesse país seja a completa aceitação dessa raça que, possivelmente, jamais terá aspecto unificado.
Paz e bem!

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