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domingo, 21 de junho de 2015

Montanhismo - Parte III - Chegada

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Atividade: Montanhismo
Data: 21 de junho de 2015
Cidade: São José de Ubá-RJ
Local: Espaço separado por propriedades particular.
Altura: desconheço. A subida levou aproximadamente 1h40mins. e a descida 1h10mins. (fui de carro até certo ponto. Acredito que se a caminhada fosse do início haveria o acréscimo de uns 30mins.).
Grau de dificuldade na subida para os que praticam de forma habitual: Leve
Grau de dificuldade para mim: Por estar há 3 anos sem práticas de atividades física houve dores nas pernas. Dores de nível tranquilamente suportável. Esqueci de levar água, que, na falta, acabou causando sensação de formigamento (como se tivesse sangue em excesso) no cérebro.
Experiência: Por não conhecer o caminho não tinha o conhecimento do tempo que faltava de caminhada para chegar ao destino. Em um determinado ponto surgiu um pensamento forte que devia retornar: a natural exigência interna para defesa do corpo. Pensar o pensamento é um exercício interessante. O meu pensar decidiu não atender ao pensamento e, dessa forma, continuei seguindo. A decisão foi compensatória, pois faltava muito pouco para a chegada ao belo destino. 
Reflexão: Na prática do montanhismo passamos por um processo interessante, que é o de ter apenas a frente para olhar. Qualquer outro lado significa risco desnecessário. Ou seja, não há necessidade de olhar para trás, pois já passamos o caminho e sobrevivemos a ele. Não há também necessidade de olhar para os lados, pois antes da chegada ao passo seguinte os lados foram observados. Então, para nossa segurança e tranquila chegada ao destino é só a frente que nos interessa. 

  

 Parede de casa pau a pique

Sobre essa parte, achei muito interessante encontrar uma casa de pau a pique tendo por base [apenas] pedras (ainda em uso). Um alinhamento espetacular, que por certo foi construído por alguém sem um mundo de teorias, certificados, etc. 
Pelo que soube a casa tem mais de 70 anos, servindo tranquilamente a todos que nela habitaram (e habitam). 
O fascinante, a meu ver, é que nada do que a sociedade parece definir como beleza, ou mesmo, todo um mundo de coisas materiais que precisa haver para enfeitar uma casa, tinha lá. O que vi foi o básico e uma espetacular história de vida. 
Lá não tem barulho, tem som. Lá não tem conversa, tem história. Lá não tem chegada, tem acolhida.  














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Sobre meu esquecimento de levar água, acabei dando sorte de encontrar um córrego que amenizou a sensação desagradável no cérebro. 
Em lugar que gado bebe água podemos beber também ;)

Paz e bem!

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